Em março, o custo da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A capital Manaus registrou a maior alta, com 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%) e Maceió (6,76%).
O aumento nos preços foi impulsionado principalmente pelos alimentos básicos. O feijão, em particular, apresentou alta em todas as cidades devido à menor oferta e problemas na colheita. Outros produtos importantes, como tomate, carne bovina e leite integral, também ficaram mais caros.
São Paulo permanece com a cesta básica mais cara do país, com um custo médio de R$ 883,94. Em seguida vêm Rio de Janeiro e Cuiabá. As cidades com os valores mais baixos estão no Norte e Nordeste, como Aracaju, Porto Velho e São Luís.
Em 2026, todas as capitais já mostram aumento nos preços da cesta básica, com variações entre 0,77% e 10,93%.
O Dieese estima que o salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99, valor superior a quatro vezes o salário mínimo atual.

