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Por sobrevivência, partidos nanicos buscam suporte em siglas maiores

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Nanicos precisam alcançar as exigências da reforma eleitoral, como a conquista de nove eleitos na Câmara dos Deputados. No DF, alianças improváveis deverão ser firmadas até o pleito

Novas normas estabelecem que, para ter acesso ao fundo eleitoral, os eleitos para a Câmara dos Deputados terão de obter quantidade específica de votos

Os partidos de menor estrutura articulam alianças nas eleições de 2018 de olho no pleito de 2022. Isso porque as regras da reforma política podem colocar em risco o futuro das legendas nanicas, apesar de não apresentarem grande impacto sobre as tradicionais, como PT, PMDB e PSDB. Pelas novas normas (veja quadro), para garantir acesso ao fundo eleitoral, de quase R$ 1,7 bilhão, e ao tempo de propaganda em tevês e rádios daqui a oito anos, as siglas terão de atingir um alcance específico de votos ou emplacar nove candidatos eleitos na Câmara dos Deputados agora — tarefa fácil para aqueles que sempre foram protagonistas e árdua para os que ainda não detém projeção social. No Distrito Federal, a situação faz com que legendas menores concentrem esforços para que não sejam extintas.

Dessa forma, a tendência é que, em nome da sobrevivência, coalizões antes improváveis sejam formadas. Mesmo assim, com o tempo, alguns dos 35 partidos políticos existentes no Brasil devem desaparecer. “As siglas podem ir à falência ou, até mesmo, realizar fusões. Mesmo porque, no país, não há 35 ideologias diferentes e mais 15, que serão defendidas após a regularização das legendas que aguardam na fila. O viés ideológico da maioria é muito próximo”, explica o secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco.

Conforme as regras aprovadas pelo Congresso Nacional, na eleição de 2018, os partidos precisam atingir um desempenho eleitoral pré-formulado, com a obtenção de, no mínimo, 1,5% do total de votos válidos distribuídos em nove estados ou eleger nove deputados divididos em, pelo menos, nove unidades da Federação — essas exigências aumentarão gradativamente até 2030. Apenas mediante o cumprimento das normas, as siglas têm direito ao fundo eleitoral, composto de verba pública. O caixa é uma alternativa encontrada pelos parlamentares, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o financiamento empresarial.

Com as diretrizes, a prioridade das siglas, que antes era restrita aos grandes colégios eleitorais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, abrange a todas as unidades da Federação, a exemplo do Distrito Federal. O empenho das executivas regionais em buscar alianças deve crescer, apontam especialistas. As movimentações na capital, inclusive, estão a todo vapor. Maior coalizão formada até o momento, a frente de centro-direita, que conta com nomes tradicionais da política brasiliense, como Izalci Lucas (PSDB), Jofran Frejat (PR), Alberto Fraga (DEM) e Alírio Neto (PTB), também abriga legendas nanicas, como PSDC, PRP, PSL, PTdoB e PMB.

Em outra prematura coligação, siglas ligadas a segmentos evangélicos, como o PSC, de Jair Bolsonaro, o PRB, fundado por líderes da Igreja Universal do Reino de Deus, e o PHS investem na aproximação com o senador Cristovam Buarque. Agremiações da esquerda, como PCB, PSTU e PCdoB, devem sentar à mesa com o PSol, de Maria José Maninha e Toninho, e com o PT. Nas negociações, as siglas nanicas buscam apoio por cargos proporcionais, em troca da realização de campanhas por cargos majoritários, em nome das tradicionais legendas.

Sobras

Na contramão das dificuldades, os partidos menores encontraram um respiro em outro ponto da reforma política. Se, por um lado, a nova legislação complicou o acesso das siglas ao fundo eleitoral e às inserções em emissoras de tevê e rádio, por outro, flexibilizou a regra da distribuição das “sobras de vagas”, calculadas com base no quociente eleitoral dos partidos ou das coligações. O índice trata do número mínimo de votos recebidos por uma coalizão para garantir vagas proporcionais tanto na Câmara dos Deputados quanto na Câmara Legislativa.

Antes, o Código Eleitoral estabelecia que a distribuição dos postos remanescentes ocorresse apenas às agremiações ou coligações que atingissem um quociente específico. Contudo, por meio da alteração da legislação, a partir de 2018, poderão concorrer às vagas todas as siglas e coalizões que participarem do pleito, ou seja, os candidatos que angariarem mais apoio poderão chegar ao Congresso, mesmo que a legenda a qual integra não alcance o percentual.

A mudança garantirá maior isonomia entre os concorrentes. No último pleito, dois dos oito deputados federais do DF foram eleitos por média, beneficiando-se da antiga fórmula de cálculo. Augusto Carvalho (Solidariedade) e Laerte Bessa (PR) assumiram os cargos mesmo com menos votos do que Alírio Neto (PTB), Roberto Policarpo (PT) e Eliana Pedrosa (Podemos), à época do PPS, por exemplo.

Em 2014, cada candidato do DF precisava de 181 mil votos para se eleger, por conta própria, a deputado federal. Nenhum deles, entretanto, atingiu o índice. Assim, seis vagas foram distribuídas por meio do quociente partidário — número de parlamentares que ocuparão, em nome do partido/coligação, as cadeiras do Poder Legislativo. A disposição das duas vagas remanescentes aconteceu por meio das “sobras”.

A Câmara Legislativa também conta com distritais agraciados pela antiga fórmula de cálculo das sobras. Sete dos 24 parlamentares foram eleitos com menos votos do que os concorrentes. São eles: Juarezão (PSB), Chico Leite (Rede), Agaciel Maia (PR), Ricardo Vale (PT), Bispo Renato Andrade (PR), Reginaldo Veras (PDT) e Wellington Luiz (PMDB). Pelas novas regras, não teriam sido eleitos.

Planejamento

Justamente devido às novas regras, partidos menores organizam-se com mais intensidade para conquistar postos na Câmara dos Deputados. Em 2014, o PSol alcançou o apoio de 19.853 eleitores, por meio de 12 candidatos e não emplacou nenhum representante da capital a deputado federal. A Rede ainda não tinha registro.

Para 2018, os planos serão melhor estruturados, com o intuito de evitar tropeços. No DF, o PSol usará o histórico da ex-deputada federal Maninha para alcançar um cargo no Legislativo federal — a ex-parlamentar também foi titular da Secretaria de Saúde e deputada distrital. A sigla ainda apostará nas pré-candidaturas de Keka Bagnos e Marivaldo, ambos ativistas conhecidos na capital. “A cláusula de desempenho fará com que partidos de aluguel cheguem ao fim. No entanto, prejudica aqueles que trabalham com uma linha ideológica definida e têm difícil acesso aos caixas, como nós. Ainda assim, tenho convicção de que ultrapassaremos o quociente e nos manteremos firmes”, diz o presidente regional do PSol, Fábio Felix.

Por Ana Viriato/ Correio Braziliense
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Justiça determina que Flordelis passe a usar tornozeleira eletrônica

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A deputada também deverá se recolher em sua residência das 23h às 6h; defesa informou que recorrerá da decisão

(Fernando Frazão/Agência Brasil/Reuters)

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira, 18, que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, passe a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A decisão também obriga a parlamenta a permanecer em sua residência entre 23h e 6h. Ela deve ser notificada da determinação nos próximos dias.

A decisão acata um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) feito na última sexta-feira, 11, segundo o qual a liberdade da deputada – que não chegou a ser presa por conta de sua imunidade parlamentar – causa intranquilidade nas testemunhas do caso. Uma dessas testemunhas disse ter sofrido um ataque a bomba no começo deste mês. A denúncia está sendo investigada pela Polícia Civil.

Ainda segundo o MP-RJ, a Câmara dos Deputados tem enfrentado dificuldades em localizar Flordelis. O órgão também solicitou o afastamento imediato da deputada de suas funções parlamentares, mas o pedido foi negado pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.

A defesa da deputada classificou a decisão juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, como “desnecessária e arbitrária“, e afirmou que irá recorrer.

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Alerj aprova relatório de impeachment contra Witzel; veja próximos passos

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Relatório aprovado defende continuidade do processo contra Witzel. Agora, tema vai a plenário da Alerj, o que pode ocorrer já na semana que vem

Witzel: aprovado relatório que dará continuidade ao processo de impeachment contra o governador (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quinta-feira, 17, relatório que defende a continuidade do processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC).

O relatório foi produzido pelo deputado Rodrigo Bacellar (SDD), com acusações de desvio de recursos em meio à pandemia do novo coronavírus. O texto foi aprovado pela comissão por unanimidade, com placar de 24 a zero. Um deputado estava ausente, por ser sido diagnosticado com covid-19.

Witzel se pronunciou nas redes sociais após a decisão. “Recebo com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj”, disse em sua conta no Twitter.

 

Apesar da fase inicial do impeachment, Witzel já está afastado desde 28 de agosto. O governador foi tirado do cargo por 180 dias após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afirmou que Witzel poderia interferir nas investigações se estivesse ainda no governo.

A primeira decisão foi somente do ministro Benedito Gonçalves, o que fez críticos e a defesa de Witzel afirmarem que a decisão foi “monocrática” e que o Judiciário estaria interferindo excessivamente no processo político. Dias depois, o plenário com os demais juízes decidiu manter o afastamento.

Enquanto isso, na capital fluminense, também nesta quinta-feira, os vereadores da Câmara Municipal analisam um pedido de abertura de impeachment contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Ao contrário do caso de Witzel, o processo ainda não foi aberto. Neste mês, a Câmara já negou um pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito.

Desta vez, Crivella tem contra si uma investigação sobre o suposto “QG da propina” na prefeitura do Rio — o pedido foi aberto por parlamentares após o Ministério Público fazer uma operação de busca na casa de Crivella na semana passada.

Quais são os próximos passos do processo contra Witzel

Após a aprovação, o relatório será enviado para votação em plenário, com participação dos 70 deputados da Alerj. Para o impeachment ser aprovado, dois terços dos parlamentares precisam ser favoráveis, totalizando 47 votos.

Se isso acontecer, o processo será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) para a formação de uma comissão mista de julgamento.

Esse grupo, formado por cinco parlamentares escolhidos pela Alerj e cinco desembargadores sorteados. É esse grupo que dará a palavra final sobre o impeachment. A votação será conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Se Witzel for afastado, o vice-governador Cláudio Castro (PSC), que já está no comando do estado atualmente, continua no cargo.

Witzel é acusado pelo Ministério Público de ter desviado recursos em meio à pandemia. Novas acusações ainda estão sendo apresentadas contra o governador, envolvendo novos esquemas de corrupção no governo fluminense. Ontem, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou nova denúncia, onde o empresário Edson Torres aponta em depoimento que entregou 980.000 reais ao governador, ainda antes da campanha de 2018.

É com base nessas investigações que estão os argumentos do relatório apresentado hoje, que defende o impeachment contra Witzel. O relatório começa com uma descrição da denúncia feita pelos deputados do PSDB.

Depois, passa para uma análise sobre atendimento dos requisitos legais para a denúncia, e em seguida destaca informações levantadas pela própria comissão sobre a denúncia, centrada na requalificação da Organização Social Unir Saúde pelo governador em março deste ano. Na parte final o relator pondera as argumentações da defesa e conclui pelo prosseguimento do impeachment.

(Com Agência O Globo e Estadão Conteúdo)

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MEC promete protocolo e R$ 525 milhões para retorno às aulas presenciais

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O ministro Milton Ribeiro afirmou que recurso deve ser utilizado para a compra de produtos de higiene, desinfecção e reformas das unidades de ensino

Ministro da Educação, Milton Ribeiro (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta quinta-feira 17, que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar o retorno às aulas presenciais, interrompidas pela pandemia da covid-19. A medida já havia sido anunciada na última quarta, 15, durante coletiva de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A ideia é que o recurso sirva para a compra de produtos de higiene, desinfecção e reformas das unidades de ensino. A pasta ainda promete lançar um protocolo de biossegurança, como já foi elaborado para a educação superior.

Segundo Ribeiro, este valor será enviado diretamente às instituições, ou seja, não será administrado por Estados e municípios. Devem ser beneficiados 116,75 mil escolas públicas e 36,85 milhões de alunos. “Entra direto no caixa”, disse ele. O ministro participou de audiência de comissão Congresso Nacional que discute a resposta do País à pandemia.

O ministro afirmou que a decisão sobre data para reabrir escolas não é do MEC, mas de Estados e municípios.

“Se dependesse de mim, retornávamos amanhã, mas temos os riscos” afirmou Ribeiro. Ele disse contar “com retorno o mais breve possível da volta às aulas”. “Para pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada ao ano que vem.”

Corte no MEC

O ministro confirmou que o governo impôs um corte de R$ 1,57 bilhão nas contas do MEC deste ano. Revelada pelo Estadão, a tesourada reduzirá 80% da verba de “desenvolvimento da educação básica”. Os valores, também retirados de outros ministérios, bancarão obras no momento em que o presidente Jair Bolsonaro percorre o País em palanques para inaugurações.

“Fui pessoalmente ao Planalto tentar reverter. Mas estava já encaminhado, considerando que gestores anteriores não executaram e empenharam valores”, disse Ribeiro.

O ministro afirmou que o programa de educação em tempo integral será “duramente atingido” pelo corte. Ele atribuiu a este programa parte da melhora no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deste ano.

“Pacificar”

Sucessor de Abraham Weintraub no MEC, Ribeiro disse aos parlamentares que tem perfil discreto e pretende “pacificar” a Eduacação. “Tenho sido criticado por instituições que mais à direita, por eu abrir conversa com pessoas tidas como de radicalismo ideológico. Disse ao presidente que quero ouvir a todos, pacificar.”

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Toffoli arquiva inquéritos abertos no STF ligados à delação de Cabral

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Decisão foi tomada um dia antes de encerrar seu mandato no Supremo

(Carolina Antunes/PR/Divulgação)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar todos os inquéritos abertos na Corte que tiveram como base o acordo de delação fechado entre o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral e a Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada em 10 de setembro, um dia antes de Toffoli encerrar seu mandato como presidente do Supremo. Ele seguiu parecer do procurador-geral da República, Augusto Aras, que não viu na delação de Cabral elementos suficientes para justificar as investigações.

Em fevereiro, Aras pediu que fosse revogada a homologação da delação de Cabral. O procedimento, que dá validade jurídica aos depoimentos, fora realizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Após homologar a delação, Fachin havia enviado casos sem relação com a Lava Jato para serem redistribuídos pela presidência do Supremo. Antes da redistribuição, entretanto, Toffoli pediu manifestação da PGR, que opinou pelo arquivamento. Ao todo, 12 inquéritos foram arquivados.

Toffoli se embasou no regimento interno, que dá poderes ao presidente do Supremo para arquivar processos antes da distribuição, em caso de pedido ou recurso “manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante”.

Os casos relacionados à delação de Cabral tramitam em sigilo. Informações divulgadas pela imprensa dão conta de que o ex-governador, em seus depoimentos, implicou ministros de tribunais superiores e de contas em desvios no Rio de Janeiro.

Mesmo com os arquivamentos, continuam a tramitar sob relatoria de Fachin outras frentes de investigação envolvendo Cabral e a Lava Jato que não tiveram como ponto de partida a delação do ex-governador.

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Rodrigo Maia testa positivo para covid-19

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Diagnóstico foi revelado nesta quarta-feira, 16. Luis Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, também foi contaminado pelo coronavírus

(crédito: Najara Araujo/Camara dos Deputados – 1/9/20)

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Após 4 meses interino, Pazuello toma posse como ministro da Saúde

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Muito alinhado com o presidente, Eduardo Pazuello tem pela frente o desafio de fornecer uma vacina contra a covid-19 para todos os brasileiros

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, em Brasília. (Adriano Machado/Reuters)

Após ficar quatro meses no cargo de maneira interina, o general Eduardo Pazuello vai tomar posse como ministro da Saúde nesta quarta-feira, 16. A cerimônia está marcada para às 17 horas no salão nobre do Palácio do Planalto e deve contar com a presença do alto escalão do governo federal, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

Pazuello era o secretário executivo do Ministério da Saúde e assumiu o cargo de forma interina no dia 15 de maio, quando Nelson Teich deixou a pasta, um mês depois de substituir Luiz Henrique Mandetta. Os dois últimos ministros saíram por divergências com o presidente Jair Bolsonaro no controle da pandemia de covid-19, principalmente sobre o uso da cloroquina – sem comprovação científica – e da transparência de dados.

Desde que comanda a pasta, a situação do coronavírus no Brasil piorou drasticamente. No dia em que assumiu, o número de casos confirmados era de 218.223, e as mortes somavam 14.817. No último balanço, divulgado na terça-feira, 15, o país tinha mais de 4,3 milhões de infectados e 600 mil vítimas da doença. É o segundo país mais afetado pela covid-19, só atrás dos Estados Unidos.

Muito alinhado com Bolsonaro, Pazuello adotou uma estratégia de tirar a responsabilidade de controle da pandemia do Ministério da Saúde e jogá-la para estados e municípios. Nas gestões de Mandetta e Teich, o Ministério da Saúde fazia coletivas de imprensa diárias com análises aprofundadas sobre como estava a situação em cada local. Desde maio, as entrevistas viraram semanais, sem contar com a presença do ministro interino.

O grande desafio de sua gestão, em meio à maior crise de saúde dos últimos 100 anos, é garantir que a população brasileira tenha acesso a uma vacina rápida, segura, eficaz e no menor tempo possível. Com experiência em logística na carreira militar, firmou uma parceria com o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford para que o Brasil participasse da fase de testes da vacina contra a covid-19.

No documento assinado, há a previsão de transferência de tecnologia e acesso a 100 milhões de doses importadas. O governo federal ainda reservou quase 2 bilhões de reais do orçamento do Ministério da Saúde para a produção do imunizante em território nacional, que será comandado pela Fiocruz. Também aderiu a uma coalizão global, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que busca o acesso mundial à vacina contra o coronavírus.

Paralelamente, Pazuello fechou uma parceria com o governo de São Paulo, com o objetivo de garantir as primeiras 46 milhões de doses da vacina que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, junto com o Instituto Butantan. Mas para que o Ministério da Saúde tenha acesso a este lote, precisa colocar a mão no bolso e investir perto de 2 bilhões de reais para a construção e ampliação de uma nova fábrica em São Paulo.

Mas além de fazer uma campanha nacional de imunização, Pazuello precisa convencer a população brasileira a se vacinar. Dados recentes divulgados pelo próprio Ministério da Saúde, mostram que a cobertura das principais vacinas infantis ficaram entre 50% e 60%, em 2020.

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domingo, 20 de setembro de 2020

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