O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), consideradas as duas maiores organizações criminosas do Brasil, têm se tornado motivo de preocupação para a próxima reunião entre os presidentes Lula e Trump. Adata do encontro, que ainda não foi definida, tem sido alvo de adiamentos devido a questões internacionais e agendas desencontradas.
Os Estados Unidos buscam classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais, fazendo parte de uma estratégia de combate ao tráfico de drogas na América Latina. Tal classificação pode abrir portas para operações americanas em território brasileiro, o que preocupa o governo do Brasil.
O governo brasileiro se posiciona contra esse enquadramento, argumentando que as organizações criminosas não se enquadram na definição legal de terrorismo no Brasil, que inclui motivações religiosas, ideológicas ou políticas. A preocupação está relacionada à possível interferência na soberania nacional, como já ocorreu na Venezuela.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, já discutiu o assunto com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscando impedir avanços nessa classificação. A questão poderá constar na pauta da reunião entre Lula e Trump, que deve acontecer nos próximos meses, mantendo o combate ao crime organizado e o tráfico internacional de drogas como temas centrais de diálogo.
