22.5 C
Brasília
quarta-feira, 18/03/2026




Policial militar segurou vítima por trás antes de atirar, diz investigação

Brasília
nuvens dispersas
22.5 ° C
22.5 °
20.6 °
83 %
2.1kmh
40 %
qui
26 °
sex
26 °
sáb
25 °
dom
25 °
seg
19 °

Em Brasília

Tulio Kruse
Folhapress

A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, 32 anos, mostra que ela foi segurada por trás pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto antes de ser atingida por um disparo. A Justiça Militar prendeu o oficial com base nas evidências encontradas.

Os exames realizados no corpo de Gisele indicam que ela foi abordada por trás, com a mandíbula e boca seguradas pela mão esquerda do agressor enquanto a pistola na mão direita foi disparada. O juiz Fabrício Alonso Martinez Della Paschoa, do Tribunal de Justiça Militar, destacou que não foi possível para a vítima ter disparado contra si mesma.

A perícia também descobriu que havia manchas de sangue em um vidro da varanda, demonstrando que o disparo ocorreu a cerca de 1,5 metro do vidro, o que indica que o corpo foi movimentado após o disparo.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São José dos Campos, onde reside. Ele afirmou que Gisele teria cometido suicídio enquanto ele tomava banho, mas os vestígios de sangue no box, no chão, nas paredes e em suas roupas contradizem essa versão.

As provas indicam que Gisele foi abordada por trás, com a mão esquerda do agressor segurando seu rosto e a arma na mão direita sendo direcionada à sua cabeça. Além disso, a posição da pistola no corpo da vítima parecia estranha para os socorristas, o que corroborou a suspeita de que a cena do crime foi alterada.

A autópsia confirmou que a causa da morte foi um tiro na cabeça, descartando asfixia.

Geraldo Leite Rosa Neto responde ainda por feminicídio, violência doméstica e fraude processual, visto que a cena foi manipulada para tentar enganar a investigação.

A polícia também descartou qualquer suspeita contra o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que esteve no local após o ocorrido a pedido do tenente-coronel.

O corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Alex dos Reis Asaka, informou que o local foi limpo por policiais do atendimento psicossocial, uma ação feita por humanidade para evitar constrangimento à família, principalmente porque inicialmente acreditava-se em suicídio.




Veja Também