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quinta-feira, 02/04/2026

Policiais penais federais iniciam estado de greve e cobram ações do governo

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Os policiais penais federais decidiram entrar em estado de greve em todo o Brasil a partir da próxima segunda-feira (6). Essa decisão foi tomada em uma assembleia realizada na quarta-feira (1º), motivada pela falta de progresso nas negociações com o Governo Federal.

O principal ponto da discordância é a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). A categoria acredita que esse fundo é essencial para aumentar os investimentos no sistema prisional, porém até o momento não houve nenhuma proposta concreta para sua implementação.

Além disso, os policiais penais ficaram insatisfeitos porque inicialmente foram excluídos das conversas sobre esse fundo. Uma reunião recente no Ministério da Justiça não resultou em acordo, o que fez com que o movimento de greve ganhasse força e se espalhasse pelo país.

Medidas que podem afetar o funcionamento das unidades

Durante o estado de greve, algumas restrições serão aplicadas, como a diminuição do tempo de banho de sol, limitação de visitas e atendimentos jurídicos, além de oferecer serviços de saúde apenas em casos de emergência. Também haverá paralisação de atividades que não sejam essenciais e redução parcial dos serviços essenciais.

De acordo com a categoria, as ações serão feitas de forma progressiva, visando pressionar o governo sem comprometer totalmente a segurança do sistema prisional.

Renan Fonseca, presidente do SINPPF-MS, destacou: “O governo só aceitou dialogar após muita pressão, mas ainda não encontrou uma solução. Não aceitaremos ser tratados de forma desigual. O estado de greve é um aviso claro: ou o governo age agora, ou o sistema será prejudicado”.

Com essa mobilização, o sistema prisional federal permanece em alerta, enquanto as negociações continuam sem resultado. Caso não tenha avanço nas próximas semanas, a mobilização pode se intensificar.

Posicionamento da federação

Após a assembleia, a Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF) divulgou uma nota reforçando o apoio à categoria e criticando a forma como as discussões sobre o FUNCOC estão sendo conduzidas. Segundo a federação, a entidade foi excluída de uma reunião decisiva com autoridades federais, evidenciando um tratamento desigual para com as forças de segurança.

A FENAPPF alertou ainda para os perigos dessa exclusão, destacando a importância estratégica da Polícia Penal Federal no combate ao crime organizado. A federação lembra que a categoria mantém a custódia de criminosos perigosos e já sofreu ameaças e ataques ao longo dos anos, mostrando a necessidade de participação nas decisões relacionadas.

A nota da federação aponta que a falta de diálogo pode causar descontentamento interno e impactar o desempenho dos policiais. A entidade classifica como inadequada a maneira como o processo está sendo tratado e defende a inclusão dos representantes da categoria nas discussões.

Por fim, a FENAPPF reafirma o compromisso com a igualdade de direitos e chama os policiais penais federais a se unirem na luta. A federação pede que as conversas sejam feitas de forma transparente e com a participação da categoria para evitar decisões unilaterais que afetem o sistema prisional federal.

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