A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça que bloqueie o passaporte de um jovem suspeito de participar da morte do cachorro conhecido como Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A intenção é evitar que ele viaje para fora do país enquanto o caso está sendo investigado.
A Polícia Federal foi informada sobre o pedido, e o Ministério Público do estado concordou com a ação. A Polícia Civil afirmou que está trabalhando para garantir que a denúncia siga adiante com as provas já reunidas.
Entretanto, há diferenças entre a Polícia Civil e o Ministério Público. Na sexta-feira (6), o Ministério Público anunciou que irá solicitar investigações adicionais à Polícia Civil. As promotorias responsáveis por assuntos relacionados à infância, juventude e criminalidade em Florianópolis identificaram que ainda faltam detalhes na investigação sobre a possível participação de jovens em maus-tratos ao animal.
O Ministério Público acredita que é necessário esclarecer melhor os fatos e está investigando ainda possíveis ameaças e pressões envolvendo familiares dos jovens investigados e um porteiro do condomínio na Praia Brava. Eles querem saber se essas situações estão relacionadas com a agressão ao cachorro.
A Polícia Civil vê fundamentos para pedir a internação do jovem principal envolvido. No dia 3 de fevereiro, as autoridades finalizaram a primeira etapa das investigações e solicitaram a internação de um dos quatro jovens envolvidos.
Para provar o envolvimento do jovem, cujo nome não foi divulgado por ser menor de idade, as autoridades analisaram mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança e ouviram 24 testemunhas. Embora não tenha sido gravado o momento do ataque, essas imagens ajudaram a identificar as roupas que ele usava e confirmaram que ele saiu do condomínio de madrugada.
Informações fornecidas pela Agência Brasil.
