Após uma operação policial secreta de uma semana no Condado de Polk, na Flórida, 281 pessoas foram presas por crimes relacionados a exploração infantil online e tráfico humano. Entre os detidos, 17 trabalhavam em parques temáticos da Walt Disney World e Universal Studios e foram demitidos. Sete desses funcionários enfrentam acusações de abuso sexual infantil.
O xerife Grady Judd relatou que um dos presos, que dizia ter sido Mickey Mouse em um parque, foi até a delegacia carregando mochilas com fraldas e afirmou gostar de comportamentos inapropriados. A operação também prendeu um treinador de time infantil, líderes de torcida e um policial escolar do condado de Orange que negociava sexo por dinheiro.
Grady Judd alertou sobre os perigos que esses criminosos representam e enfatizou a importância do monitoramento dos pais sobre as atividades online e os adultos que cercam as crianças. Para ele, proteger as crianças é a prioridade máxima.
O procurador-geral James Uthmeier declarou que os predadores que tentam abusar de crianças na Flórida serão caçados e processados com rigor, destacando o sucesso da ação policial.
A investigação teve duas frentes: uma focada em adultos tentando encontrar menores para abuso sexual, que resultou em 32 prisões, e outra contra redes de tráfico humano, com 249 detidos, incluindo compradores de sexo e pessoas envolvidas em prostituição. Os detidos já tinham um histórico de 798 acusações anteriores graves.
Dos presos, apenas 40 viviam no Condado de Polk; os demais vieram de outras partes da Flórida, de 20 estados dos EUA e 18 países. Trinta e duas pessoas eram imigrantes sem documentos, sendo 16 deles detidos. Entre os presos, nove estavam em liberdade condicional por crimes como roubo e maus-tratos infantis.
Além disso, 22 suspeitos recebiam assistência social, com valores que somam mais de US$ 100 mil por ano. Foram identificadas 11 vítimas de tráfico humano, que receberam apoio dos serviços comunitários.

