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sábado, 14/02/2026

Polícia ouve trabalhador da piscina e donos de academia em São Paulo

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A Polícia Civil está ouvindo hoje o funcionário responsável pela manutenção da piscina e os proprietários da academia C4 Gym, localizada em São Paulo, onde uma mulher faleceu após uma aula de natação.

O manobrista da academia, que teria feito a limpeza da piscina, já prestou depoimento nesta manhã. Segundo a polícia, ele informou ter recebido ordens de seus superiores via mensagem no WhatsApp sobre os produtos que deveria usar na água.

Os investigadores conseguiram acessar o celular do funcionário, que, acompanhado de sua advogada, forneceu a senha para facilitar a investigação.

Até agora, o homem afirma que apenas misturava cloro na água, mas a polícia realiza perícia na piscina para identificar os produtos químicos utilizados.

Os donos da academia devem prestar depoimento à tarde; eles não compareceram ontem, conforme informado pela polícia.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o funcionário mistura produtos em um balde, liberando uma fumaça branca.

O sogro da professora Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, que faleceu, atribui a responsabilidade aos donos da academia, alegando que colocaram uma pessoa sem qualificação para realizar um trabalho delicado. Hélio de Oliveira declarou que os donos só pensam no lucro.

Juliana morreu após passar mal durante uma aula de natação. Ela e o marido sentiram mal-estar depois de contato com a água da piscina. O casal foi levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André, mas Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.

O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, segue internado em estado grave na UTI. Informações indicam que seis pessoas passaram mal após a mesma aula, incluindo um adolescente de 14 anos que está em estado grave, precisando de aparelhos para respirar. Outras pessoas receberam atendimento médico e já foram liberadas.

A academia não possuía alvará para funcionamento. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha e os produtos químicos estavam armazenados em local inadequado, segundo a investigação.

Em comunicado, a direção da C4 Gym lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos, mantendo contato para oferecer suporte. Também ressaltou que está colaborando integralmente com as autoridades.

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