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sábado, 31/01/2026

Polícia nos EUA pode prender por sotaque, idioma ou aparência

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Assim como já foi feito em Washington, o presidente norte-americano Donald Trump agora planeja enviar forças militares para conter a violência em Chicago. Nova York também está na lista de cidades consideradas para essa ação.

Entretanto, a proposta gerou insatisfação: moradores da capital de Illinois protestaram nas ruas na terça-feira (9/9).

A situação em Chicago é tensa. Recentemente, o governo federal desencadeou a operação “Operation Midway Blitz” para deter imigrantes sem documentos legais com antecedentes criminais. Essa ação, realizada sem aviso às autoridades locais, resultou em prisões e protestos que chegaram a bloquear o trânsito em áreas centrais da cidade.

Por outro lado, autoridades locais, como o prefeito Brandon Johnson e o governador J.B. Pritzker, se opõem firmemente a qualquer intervenção militar, citando a Constituição e a falta de uma emergência real que justifique tal medida. Embora haja ameaças de envio da Guarda Nacional, até o momento não há confirmação de tropas federais circulando por Chicago.

Donald Trump afirma que o objetivo é restaurar a ordem em cidades consideradas caóticas e governadas por democratas, mas críticos veem nisso uma escalada autoritária e temem detenções sem processo legal adequado.

O uso da Guarda Nacional para policiamento interno enfrenta barreiras legais significativas, já que isso pode violar o Posse Comitatus Act, lei federal que proíbe o uso das Forças Armadas para controle social interno. Há precedentes recentes em que a justiça bloqueou a presença militar em ações similares, como em Los Angeles.

Decisões judiciais autorizam maior rigor nas detenções migratórias

Na segunda-feira (8), a Suprema Corte dos EUA tomou uma decisão controversa que permite agentes federais retomarem patrulhas migratórias em Los Angeles, mesmo utilizando critérios como sotaque, idioma ou aparência para suspeitar das pessoas abordadas. Isso representa um avanço para o perfilamento racial, que críticos consideram ilegal e discriminatório.

Especialistas em direitos civis alertam que essa decisão pode aumentar o número de detenções, incluindo eventuais operações militares ligadas à imigração, intensificando a repressão e criminalização dos imigrantes.

Nova York também entre as cidades-alvo

Donald Trump indicou a intenção de expandir a presença militar a outras cidades democratas, como Nova York. A cidade tem sido foco de disputas políticas sobre as chamadas “cidades santuário”, onde a polícia local geralmente não prende imigrantes sem documentos.

A cidade também tem recebido muitos imigrantes que cruzaram a fronteira recentemente e vem intensificando as prisões durante audiências processuais, o que tem gerado controvérsia.

Guarda Nacional permanece em Washington até dezembro

Desde 11 de agosto, militares estão nas ruas de Washington, D.C., após Donald Trump autorizar controle federal da polícia metropolitana e mobilização da Guarda Nacional para combater a suposta emergência de segurança pública.

Apesar da justificativa oficial de combate à criminalidade, os soldados têm desempenhado tarefas como limpeza, recolhimento de lixo e desmontagem de acampamentos de moradores de rua.

Essa operação, chamada “Safe and Beautiful Task Force”, foi destacada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitz, que ressaltou o objetivo de tornar a capital mais segura e bonita, apresentando dados sobre redução da criminalidade e número de prisões.

Além disso, as ordens de serviço da Guarda Nacional foram estendidas até dezembro de 2025, garantindo pagamento e benefícios contínuos aos militares, indicando que a mobilização será prolongada.

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