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sexta-feira, 26/06/2026

Polícia Militar agiu conforme protocolo em escola de São Paulo

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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Militar agiu de acordo com as regras ao entrar armada na Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Bento, na capital paulista. Isso aconteceu depois que um pai reclamou sobre um desenho da orixá Iansã feito pela filha na escola.

O incidente ocorreu em 12 de novembro do ano passado, quando quatro policiais entraram na escola com armas, incluindo um fuzil, após o pai da menina ligar para a polícia. Os policiais ficaram na escola por mais de uma hora.

Segundo a SSP, a ação foi em resposta a um chamado sobre uma confusão na escola. As armas ficaram em posição segura, presas ao corpo dos policiais, conforme os protocolos. A polícia também recebe treinamento para lidar com casos de intolerância religiosa.

O pai da criança, que é soldado da PM, disse que a escola estaria obrigando sua filha a ter aulas de religião africana. No dia anterior, ele já tinha ido à escola para reclamar da atividade e teria retirado do mural o desenho da Iansã feito pela filha.

A diretora Aline Aparecida Nogueira disse que a escola não ensina religião, mas trabalha com um currículo contra o racismo. Ela também afirmou que foi pressionada pela equipe policial por cerca de 20 minutos.

Beatriz Cortez, diretora-executiva do Cempec, que acompanha o caso, disse que a presença de policiais armados em uma discussão sobre educação não é adequada. Ela explicou que a polícia pode entrar na escola para proteger pessoas, mas não para participar de debates sobre o currículo.

Beatriz também afirmou que a direção da escola está seguindo a lei, e que o currículo escolar inclui o estudo da cultura africana e indígena, de acordo com as leis 10.639 de 2003 e 11.645 de 2008.

Ao analisar um vídeo do ocorrido, Beatriz destacou que houve confusão entre ensinar religião e estudar cultura. A atividade que causou o problema foi a leitura de um livro sobre os orixás e um desenho baseado nessa leitura.

O advogado especialista Paulo Peixoto disse que a ação da Polícia Militar foi exagerada, pois não havia emergência ou crime. Ele acredita que essa questão deveria ser resolvida na escola, e não com a polícia.

Com informações da Agência Brasil

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