Paulo Eduardo Dias
FolhaPress
Uma investigação está em curso para descobrir se a morte da professora Juliana Faustino Basseto, 27 anos, foi causada pela intoxicação do ar após a mistura de produtos químicos na piscina de uma academia na zona leste de São Paulo, no último sábado (7).
Duas outras pessoas, incluindo o marido de Juliana, estão internadas em hospitais. Juliana faleceu em um hospital em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, depois de apresentar mal-estar.
Os produtos químicos, usados para limpar a piscina, foram misturados manualmente por um funcionário da academia C4 GYM. Essa mistura não chegou a ser colocada diretamente na água, e os produtos ainda não foram identificados, segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas).
O funcionário, que trabalha como manobrista, levou o produto para perto da piscina enquanto as aulas de natação ainda estavam em andamento. A reação química liberou gases tóxicos em um ambiente fechado, já que a piscina é aquecida. O recipiente com a mistura foi deixado próximo a onde as pessoas respiram acima da água.
No início desta semana, a Vigilância Sanitária realizou uma inspeção no local.
O delegado informou que o manobrista, um gerente e os donos da academia podem ser acusados de homicídio culposo, ou seja, por negligência sem intenção de matar. Ele também apontou sinais de falta de cuidado e imprudência no procedimento.
A direção da academia C4 GYM expressou profundo pesar pelo ocorrido, declarou que ofereceu atendimento imediato às pessoas afetadas e tem mantido contato para prestar apoio.
Em nota, a academia afirmou que está colaborando completamente com as autoridades responsáveis e fornecendo todas as informações necessárias.
