A Polícia Civil do Distrito Federal começou uma operação chamada Anúbis para investigar mortes que aconteceram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, no final do ano passado.
Durante a operação, duas pessoas foram presas temporariamente e mandados de busca foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).
Na segunda fase da operação, outra prisão temporária foi realizada e equipamentos eletrônicos foram apreendidos em Ceilândia e Samambaia.
A investigação começou a partir de um relatório interno do Hospital Anchieta, que comunicou os fatos à polícia. O levantamento interno trouxe à tona o possível envolvimento de ex-técnicos de enfermagem, que já não trabalham mais no hospital.
Houve suspeitas de que receitas médicas foram alteradas pelos envolvidos, embora o hospital não tenha confirmado essa informação. O hospital criou um comitê para analisar as ocorrências de forma detalhada, e essa investigação foi concluída em menos de 20 dias. As autoridades receberam os dados, abriram um inquérito policial e cumpriram mandados de prisão em janeiro de 2026.
O hospital manteve contato com as famílias das vítimas, esclarecendo dúvidas e ofereceu apoio durante o processo. Como o caso está sob segredo de justiça, poucas informações foram divulgadas sobre as mortes e os envolvidos.
O Hospital Anchieta afirmou que mantém total cooperação com as investigações e reforçou que está seguindo seus protocolos internos para garantir a segurança dos pacientes. O hospital também expressou solidariedade às famílias afetadas e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes, transparência e cumprimento da lei.
