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sexta-feira, 27/03/2026

Polícia Federal mira fundador do Grupo Fictor em operação contra fraudes

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Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, foi identificado pela Polícia Federal como um dos principais investigados na Operação Fallax, que foi deflagrada nesta quarta-feira, 25. A ação tem como objetivo principal desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes contra a Caixa Econômica Federal.

A investigação, iniciada em 2024, revelou um esquema sofisticado que envolvia fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso recrutava funcionários de bancos e utilizava empresas falsas para movimentar recursos ilegais. Parte destes valores poderia estar ligada ao Comando Vermelho, segundo as apurações.

Para praticar os crimes, os envolvidos criavam muitas empresas fictícias, que pareciam reais, mas tinham características padrão como capital social falso e um único sócio. O objetivo era obter crédito de forma fraudulenta junto às instituições financeiras.

Como agia o grupo:

  • Recrutamento de pessoas para ceder dados pessoais;
  • Criação de empresas falsas que pareciam regulares;
  • Fraude em documentos contábeis, como demonstrações financeiras e declarações fiscais;
  • Manipulação do faturamento para mostrar capacidade financeira falsa;
  • Uso de certificados digitais para operar remotamente, protegendo os envolvidos;
  • Participação de gerentes bancários que forneciam informações secretas e inseriam dados falsos nos sistemas.

O grupo utilizava as empresas fictícias por um período curto, cerca de 1 a 1,5 anos, cumprindo as obrigações no começo e depois deixando de pagar de forma intencional. Isso dificultava que os bancos recuperassem o dinheiro.

Estima-se que o golpe causou prejuízos milionários a vários bancos, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. Em uma fase avançada da operação, foram emitidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também houve bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros até o valor de R$ 47 milhões para enfraquecer o grupo.

Os acusados podem responder por crimes graves como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e crimes contra o sistema financeiro, com penas que somadas podem passar de 50 anos de prisão.

Função do Grupo Fictor no esquema:

A Polícia Federal aponta que o Grupo Fictor teve papel central no esquema, atuando como o núcleo financeiro e operacional da organização. Eles injetavam dinheiro para simular movimentações financeiras entre as empresas do grupo, especialmente por meio de pagamentos cruzados de boletos, para parecer que tinham boa liquidez.

Além do aporte significativo de recursos, o grupo criava e gerenciava empresas falsas, possibilitando:

  • Pagamentos cruzados para simular movimentação financeira;
  • Faturamento criado artificialmente;
  • Histórico bancário falso para conseguir crédito.

Este conteúdo é produzido e disponibilizado pelo Estadão Conteúdo.

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