27.5 C
Brasília
sexta-feira, 20/02/2026

Polícia do Amazonas prende 13 por tráfico ligado a facção

Brasília
nuvens dispersas
27.5 ° C
27.5 °
27.5 °
54 %
6.2kmh
40 %
sex
25 °
sáb
24 °
dom
22 °
seg
22 °
ter
24 °

Em Brasília

Policiais civis do Amazonas detiveram nesta sexta-feira (20) pelo menos 13 pessoas suspeitas de participar de um esquema de tráfico de drogas associado à facção criminosa Comando Vermelho. Entre os suspeitos, há servidores públicos de vários poderes, incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário.

A Operação Erga Omnes investiga movimentações financeiras de cerca de R$ 70 milhões desde 2018, feitas por empresas fantasmas usadas para lavar dinheiro proveniente do crime. Os acusados enfrentam acusações de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Dentre os presos está Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil e assessora técnica cedida à Casa Civil municipal. Ela já comandou o gabinete do prefeito David Almeida, que não está sendo investigado. A prefeitura declarou não ser alvo da operação e afirmou que os servidores envolvidos responderão por suas ações de forma individual.

Outro detido é Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). O tribunal informou que aplicará as medidas administrativas necessárias, reafirmando seu compromisso com a legalidade e integridade.

As investigações, iniciadas em agosto de 2025, mostram que o grupo atuava em diversos estados brasileiros, como Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí, com apoio local para cumprimento de mandados. Relatórios do Coaf indicam transações financeiras significativas envolvendo servidores públicos.

O grupo contava com auxílio logístico, acesso facilitado à administração pública e informações sigilosas para atuar dentro de instituições públicas. Empresas de transporte, criadas com propósitos ilegais, distribuíam drogas compradas em Tabatinga, disfarçando a atividade como se fosse legal, mantendo transações apenas entre traficantes e servidores.

Além disso, igrejas evangélicas eram usadas para esconder as atividades do grupo. Um dos líderes se apresentava como evangélico em uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, em Manaus.

Veja Também