A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu uma investigação que desvendou um esquema de fraude online conhecido como o golpe do “falso advogado”. A investigação foi realizada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, ligada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.
A operação teve o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Fronteira e das delegacias de Caarapó e Juti. As ações ocorreram nas cidades de Dourados e Juti.
Segundo as investigações, os criminosos entravam em contato com as vítimas pelos aplicativos de mensagem, fingindo ser o advogado responsável por processos judiciais reais. Usando o nome e a foto do profissional verdadeiro, avisavam que era necessário fazer pagamentos urgentes para acelerar o andamento do processo.
Em um caso, uma pessoa idosa foi convencida a transferir dinheiro para contas dos criminosos. Tentaram uma segunda transferência de valor maior, mas o golpe foi descoberto a tempo.
Foi constatado que parte das mensagens usadas no golpe saiu de dentro de um presídio em Dourados, indicando que a fraude continuava sendo organizada mesmo durante o cumprimento de pena.
Outro ponto importante foi a participação de uma advogada, registrada na Ordem dos Advogados do Brasil, que teria ajudado a esconder e movimentar o dinheiro obtido de forma ilegal.
Seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, enfrentando penas que somadas chegam a 26 anos de prisão.
A Polícia Civil alerta que o golpe do falso advogado tem feito vítimas em várias regiões do país, especialmente idosos com processos judiciais em andamento. A recomendação é sempre confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, por contatos já conhecidos, antes de transferir dinheiro.
Denúncias de crimes cibernéticos podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 197.
