BRUNA FANTTI
Rio de Janeiro, RJ (FOLHAPRESS)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a prisão de três suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas na manhã desta quarta-feira (7), na região conhecida como Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Nesse local, foi descoberta uma área de lazer ligada ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
Peixão é apontado pela polícia como chefe do Complexo de Israel, uma organização formada durante o período da pandemia de Covid-19. Ele não tem advogados de defesa. Depois de conquistar territórios do Comando Vermelho, Peixão uniu comunidades por meio de pontes, a principal delas atravessando o rio Pavuna, facilitando a circulação de seus aliados.
De acordo com a polícia, os detidos foram encontrados em uma área de mata, onde também foi apreendido um fuzil. Durante a ação, os policiais localizaram um espaço em construção com piscina e churrasqueira, que estaria sendo utilizado como área de lazer por membros da facção TCP (Terceiro Comando Puro), vinculada a Peixão.
No local, havia pichações com as palavras “Exército de Israel” e a estrela de Davi, símbolo religioso que, segundo a polícia, vem sendo usado de maneira indevida pela facção para identificação. A área estava sob vigilância da polícia por ser considerada um ponto de apoio ao tráfico de drogas.
Em março de 2025, a Polícia Civil demoliu um resort e uma academia que pertenciam ao traficante em Parada de Lucas, na zona norte do Rio de Janeiro, próximo à avenida Brasil. O local possuía um lago para criação de carpas, piscinas e uma academia equipada com aparelhos modernos.
Esta operação está sendo conduzida por delegacias especializadas da Polícia Civil.
