A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação contra um grupo criminoso que é suspeito de explorar jogos de azar e movimentar cerca de R$ 97 milhões ilegalmente no interior do estado.
Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista, Mogi Mirim e em São Paulo capital. Até o momento, não há confirmação de prisões.
Na operação, chamada “Quebrando a Banca”, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, equipamentos usados para apostas, carros de luxo e dinheiro.
As investigações são feitas pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba. Segundo a polícia, o grupo atuava há muitos anos em cidades de São Paulo e Minas Gerais, com uma estrutura voltada para lavar dinheiro obtido com jogos ilegais.
Os criminosos usavam operadores financeiros e gerentes que dividiam grandes somas de dinheiro em depósitos e transferências menores — prática conhecida como smurfing — para dificultar a identificação da origem dos valores. Também usavam empresas de fachada e pessoas chamadas de “laranjas” para esconder o dinheiro.
Relatórios financeiros indicaram movimentações que não condizem com a renda declarada pelos investigados. Um dos principais suspeitos movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas seis meses de 2024.
A polícia também descobriu que os criminosos usavam dinheiro em espécie para comprar imóveis e registrar bens em nome de terceiros, tentando esconder a origem do dinheiro.
A operação focou no suposto líder do grupo, outros membros operacionais e a parte empresarial, responsável por receber os valores.
Os suspeitos poderão ser acusados de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar. As identidades não foram divulgadas e as investigações continuam.
