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Polícia Civil inicia operação contra roubos e furtos no fim de ano

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A ação ocorrerá toda sexta, sábado e domingo até a véspera do Natal, em 24 de dezembro. Ao todo, 270 policias civis estarão nas ruas

De acordo com o delegado do Departamento de Polícia Circunscricional, Jeferson Lisboa Gimenes, todas as regiões do DF receberão a operação
(foto: Caroline Cintra/CB/D.A Press)

A Polícia Civil iniciou na última sexta-feira (15/11) a Operação Natal Seguro. A ação visa diminuir os índices de criminalidade no fim do ano, período em que a população recebe mais dinheiro, devido ao 13° salário, e frequenta mais os comércios da cidade. As primeiras cidades a receber a atuação da polícia foram Ceilândia, Samambaia, Santa Maria, Gama e Recanto das Emas.

A operação ocorre até a véspera de Natal, em 24 de dezembro, toda sexta-feira, sábado e domingo. Por dia, atuarão 90 policiais, totalizando 270 agentes da Polícia Civil. A partir de 30 de novembro o número será maior.
De acordo com o delegado do Departamento de Polícia Circunscricional, Jeferson Lisboa Gimenes, a operação foi iniciada com sucesso. Houve prisões por receptação de aparelhos celulares e por posse de arma de fogo — entre elas uma calibre .40, que é de uso restrito. Além disso, foram presas pessoas que cumpriam pena domiciliar e apreendidos menores com mandados de busca e apreensão em aberto.
“Ainda não temos o balanço do primeiro fim de semana da operação, mas Ceilândia foi a cidade com mais prisões. Estivemos lá na sexta-feira, quando teve uma queda de energia. A população agradeceu muito porque se sentiu segura. As pessoas estavam no escuro e muitas ocorrências poderiam acontecer nesse período”, disse o delegado.
Jefferson ressaltou que todas as regiões do DF receberão a operação. Em média, seis delegacias atuarão por dia, com uma equipe de cinco policiais cada e um delegado coordenando. “Nosso foco será  mais em cidades com maior índice de violência, mas a operação será em todas elas. O intuito é reduzir os crimes patrimoniais e contra a vida”, destacou.
De acordo com o delegado, um dos crimes que contribuem para o aumento dessas ocorrências é o tráfico de drogas. De 1º de janeiro até esta quinta-feira (21/11), 1.235 pessoas presas por tráfico de drogas. No mesmo período do ano passado, foram 867. Em todo 2018, 910 pessoas foram presas.
“É importante a gente dizer que não é o tráfico de drogas que está crescendo. Nós que temos combatido mais ele”, ressaltou o delegado. “Até o fim da operação vamos divulgar os balanços gerais”, completou.
A Operação Natal Seguro é coordenada pela Polícia Civil e ocorrerá às sextas e aos sábados, das 20h às 2h, e aos domingos, das 18h à 0h.
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Corpo de homem carbonizado é encontrado no Riacho Fundo II

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Primeiras informações dos Bombeiros indicam que a vítima é um rapaz de 28 anos.

As causas do incêndio que matou um homem ainda são investigadas
(foto: PMDF/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu na madrugada desta quinta-feira (12/12) um incêndio em uma residência localizada na QN 8 do Riacho Fundo II. Ao chegar ao local, os militares identificaram que o fogo estava concentrado em um cômodo no térreo. Após o controle das chamas, um corpo do sexo masculino foi encontrado carbonizado.
Equipe de peritos da Polícia Civil está no local para identificar as causas do incêndio. Segundo informações preliminares da polícia, a vítima tinha 28 anos. A 29ª Delegacia de Polícia está investigando o caso.
Para atender esta ocorrência, foram designados três viaturas e 14 militares do 36º Grupamento de Bombeiro Militar, do Recanto das Emas.
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‘Vamos atrás de justiça’, diz família de homem morto por PM em Águas Claras

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Revoltados, familiares de Kley Hebert Gusmão, 51, não se conformam com o caso

Cerca de 50 pessoas se despediram de Kley Hebert Gusmão, morto após uma briga com PM
(foto: Walder Galvão/CB/ DA Press)

O clima de revolta marca o velório de Kley Hebert Gusmão, 51 anos, morto com um tiro por um policial militar em Águas Claras. Familiares da vítima não se conformam com o crime e pedem por justiça. “É um absurdo que isso tenha acontecido e o policial tenha saído impune. Não podemos deixar a vida de um inocente ser tirada dessa forma”, ressaltou a madrasta de Kley, Mônica Bona, 60.

A cerimônia fúnebre começou por volta das 8h desta quarta-feira (11/12), na Capela 9 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Cerca de 50 pessoas, entre e amigos e familiares, se reuniram para se despedir de Kley. “Ele tinha dois filhos e perdeu a esposa há cerca de 5 anos. Como essas pessoas vão ficar?”, questiona Mônica.
De acordo com ela, Kley era uma boa pessoa e que não faria mal a ninguém. “Se esse PM tinha problema com ele, por que não procurou a polícia? Esse militar não acabou só com uma pessoa, mas, sim, com uma família”, lamentou Mônica.
A mulher ressalta que, até o momento, as polícias Civil e Militar não deram nenhum posicionamento sobre o ocorrido para os familiares. “Estamos em choque. Até agora, não nos foi dito nada. Tem um vídeo do momento da morte que mostra que ele não tinha condições de se defender. Porém, vamos atrás de Justiça”, destacou.

Entenda o caso

Na segunda-feira (9/11), uma discussão entre vizinhos terminou em tragédia. Um policial militar atirou contra Kley, no Areal, em Águas Claras. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não resistiu ao ferimento morreu horas depois.
De acordo com o registro da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o policial se dirigia à portaria do prédio para registrar uma reclamação por perturbação. Ele se encontrou com Kley nas escadas de um dos blocos, e os dois começaram uma briga física.
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Polícia prende acusados de praticar golpes de estelionato no DF

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Grupo de São Paulo ligava para as vítimas em Brasília e pedia o pagamento de uma dívida que estava em fase de protesto. Oito pessoas foram presas preventivamente

A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf)
(foto: Juliana Andrade/CB/DA.Press)

Oito pessoas foram presas em São Paulo acusadas de aplicar golpes no Distrito Federal. O grupo é suspeito de ligar para vítimas, em nome de cartórios, e pedir pagamento de dívidas que estavam em fase de protesto ou em protesto (ato formal de inadimplência comprovada). A ação faz parte da operação Protestos, da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e à Fraudes (Corf).
Com as informações dos títulos, que são dados públicos, os criminosos ligavam para as vítimas fingindo se serventuário de um cartório extrajudicial e afirmando que aquele título tinha chegado para protesto. “Eles convenciam a vítima a pagar, dizendo que estavam alí para facilitar a vida dela, e que evitaria que o nome dela fosse negativado”, detalhou a delegada da Corf Isabel de Moraes. As vítimas depositavam o dinheiro em contas de laranjas do grupo criminoso, acreditando que era uma conta de tabeliões.
As investigações começaram em 2018, após uma vítima pagar cerca de R$ 6 mil  em dois títulos e ser cobrada depois pelo pagamento. A suspeita é de que eles praticavam o golpe desde 2014. A polícia estima que os criminosos tenham faturado cerca de R$ 4 milhões com o crime.
A delegada explica que o grupo dava preferência para dívidas de valores maiores, acima de R$ 1 mil. Há indícios de que houve, pelo menos, 81 tentativas de aplicar o golpe no DF. A Polícia não tem informações de quantas pessoas chegaram a fazer o pagamento. Além de Brasília, o grupo atuava em Mato Grosso do Sul e Goiás. “Normalmente a prática do estelionato é feita fora do estado que ela está, porque isso dificulta o trabalho da polícia”, comenta Isabel de Moraes.
Para não cair em golpes desse tipo, a polícia orienta as pessoas a não fazer nenhum depósito em contas de terceiros, seja ela jurídica, seja  física. “Não conheço nenhum cartório que entre em contato por telefone ou e-mail para avisar que um título está sendo protestado. Existe uma carta registrada. Para pagar o título, entre em contato com a empresa e veja se isso é real”, destaca.
Se condenado, o grupo vai responder por associação criminosa, estelionato na forma continuada e os que emprestaram a conta bancária para o depósito por receptação e associação.
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