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terça-feira, 03/02/2026

Polícia bloqueia planos de ataque com bombas na Paulista e no Rio

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A Polícia Civil de São Paulo conseguiu impedir um ataque com bombas planejado para a Avenida Paulista, um dos locais mais conhecidos da cidade. Ao mesmo tempo, outro plano similar foi desfeito no Rio de Janeiro, onde o alvo era a Assembleia Legislativa.

Doze pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas e levadas pela polícia para dar explicações, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado.

De acordo com a Polícia Civil paulista, esses jovens faziam parte de um grupo online que planejava usar bombas caseiras e coquetéis molotov para provocar medo e estimular a violência, embora não tivessem um motivo claro para a ação.

No Rio, a polícia também impediu um ataque terrorista planejado para o mesmo dia, envolvendo bombas caseiras e coquetéis molotov, no centro da cidade.

Ligação entre os casos

Segundo o jornal Estadão, o ataque no Rio seria uma manifestação contra a democracia em frente à Assembleia Legislativa. Três pessoas foram presas, e investigações mostraram ligação direta com os suspeitos de São Paulo.

O trabalho em São Paulo foi resultado da inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital, parte da Polícia Civil que monitora crimes nas redes sociais.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública, disse em coletiva que o objetivo era agir antes que o ataque acontecesse. Ele explicou que não havia motivo definido, mas os suspeitos queriam causar confusão e atrair seguidores para a manifestação violenta.

Com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos, a polícia descobriu que os suspeitos atuavam tanto na capital quanto em cidades próximas e do interior de São Paulo.

Entre eles, seis tinham lideranças, e pelo menos um possuía armas falsas, informou a polícia.

Orientações e alcance do grupo

O delegado-geral Artur Dian afirmou que os suspeitos davam instruções detalhadas para detectar policiais infiltrados e sobre a fabricação e uso dos artefatos explosivos.

A Secretaria da Segurança Pública revelou que o grupo faz parte de uma rede nacional com mais de sete mil integrantes, que planejam ações violentas em várias partes do país, sendo São Paulo e Rio os principais focos.

Estadão Conteúdo

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