A Polícia Civil de São Paulo conseguiu impedir um ataque com bombas planejado para a Avenida Paulista, um dos locais mais conhecidos da cidade. Ao mesmo tempo, outro plano similar foi desfeito no Rio de Janeiro, onde o alvo era a Assembleia Legislativa.
Doze pessoas, com idades entre 15 e 30 anos, foram identificadas e levadas pela polícia para dar explicações, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado.
De acordo com a Polícia Civil paulista, esses jovens faziam parte de um grupo online que planejava usar bombas caseiras e coquetéis molotov para provocar medo e estimular a violência, embora não tivessem um motivo claro para a ação.
No Rio, a polícia também impediu um ataque terrorista planejado para o mesmo dia, envolvendo bombas caseiras e coquetéis molotov, no centro da cidade.
Ligação entre os casos
Segundo o jornal Estadão, o ataque no Rio seria uma manifestação contra a democracia em frente à Assembleia Legislativa. Três pessoas foram presas, e investigações mostraram ligação direta com os suspeitos de São Paulo.
O trabalho em São Paulo foi resultado da inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital, parte da Polícia Civil que monitora crimes nas redes sociais.
O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança Pública, disse em coletiva que o objetivo era agir antes que o ataque acontecesse. Ele explicou que não havia motivo definido, mas os suspeitos queriam causar confusão e atrair seguidores para a manifestação violenta.
Com o apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos, a polícia descobriu que os suspeitos atuavam tanto na capital quanto em cidades próximas e do interior de São Paulo.
Entre eles, seis tinham lideranças, e pelo menos um possuía armas falsas, informou a polícia.
Orientações e alcance do grupo
O delegado-geral Artur Dian afirmou que os suspeitos davam instruções detalhadas para detectar policiais infiltrados e sobre a fabricação e uso dos artefatos explosivos.
A Secretaria da Segurança Pública revelou que o grupo faz parte de uma rede nacional com mais de sete mil integrantes, que planejam ações violentas em várias partes do país, sendo São Paulo e Rio os principais focos.
Estadão Conteúdo
