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segunda-feira, 26/01/2026

Polícia apura envolvimento de jovens em agressão a cachorro em Florianópolis

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A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando um caso em Florianópolis, envolvendo jovens suspeitos de agredir um cachorro conhecido na Praia Brava.

Na última segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca nas casas de quatro adolescentes que podem estar ligados ao ato de violência.

O cachorro, chamado Orelha, tinha cerca de 10 anos e era cuidado pela comunidade local. Ele sofreu agressões com um objeto pesado no início do ano e foi encontrado machucado por moradores em 16 de janeiro. Embora tenha recebido cuidados veterinários, o animal precisou ser sacrificado devido à gravidade dos ferimentos.

O caso chamou atenção nacional após ser divulgado por influenciadores, ativistas e artistas como Ana Castela, Alexia Dechamps e Paula Burlamaqui.

Além dos maus-tratos, a polícia está investigando se houve ameaça contra uma testemunha, supostamente feita pelo pai de um dos adolescentes, que é policial civil.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, caso seja confirmado que uma pessoa adulta cometeu a ameaça, pode ser pedida a prisão preventiva.

“A justiça será feita, não importando quem sejam os responsáveis por esse crime triste contra os animais”, afirmou o delegado.

Os jovens também são suspeitos de tentar afogar outro cão no mar. Esse segundo cachorro conseguiu escapar e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil, recebendo o nome de Caramelo.

A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Proteção Animal e pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Civil.

No domingo (25), o governador Jorginho Mello (PL) falou que foi informado do caso em 16 de janeiro e ordenou uma investigação rápida. Ele comentou nas redes sociais: “As provas já estão no processo e me causaram revolta”.

O governador também relatou que a juíza original do caso se declarou impedida e um novo juiz foi nomeado para lidar com os pedidos judiciais.

Na última semana, a polícia finalizou a análise das imagens de vídeo obtidas e colheu depoimentos, com o apoio da Delegacia de Proteção Animal e da Delegacia Especializada de Adolescentes.

O Ministério Público de Santa Catarina também está acompanhando o caso.

Caso sensibilizou a comunidade da Praia Brava

A Praia Brava, área famosa pelo turismo e surfe no norte da ilha de Florianópolis, realizou protestos nos dias 17 e 24, reivindicando justiça pelo cachorro agressido.

A associação de moradores divulgou uma nota lamentando a perda do animal.

“Orelha fazia parte do dia a dia do bairro por muitos anos e era cuidado com carinho por moradores locais, tornando-se um símbolo da relação de cuidado da comunidade com os animais e o ambiente”, diz a nota.

Uma página foi criada no Instagram para compartilhar informações sobre o caso e já reuniu mais de 47 mil seguidores.

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