A campanha eleitoral de 2026 no Brasil está marcada por uma controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país. A polêmica opõe diversos setores políticos e religiosos, com acusações trocadas principalmente entre grupos ligados à direita e evangélicos, e aqueles da esquerda e católicos.
Nas redes sociais, circulou um boato afirmando que o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), estaria planejando retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Essa informação foi rapidamente desmentida pelo candidato e não tem base em nenhum projeto de lei atual. O boato se originou de um comentário em um programa de TV que discutia a eleição e o comportamento dos eleitores religiosos.
Uma proposta antiga de 2007, arquivada em 2008, mencionava uma mudança na legislação sobre o feriado de 12 de outubro, mas não tem qualquer relação com o atual cenário político ou com Flávio Bolsonaro. O candidato também negou as acusações e reafirmou seu respeito por todas as religiões.
O vice-presidente Geraldo Alckmin se manifestou, garantindo a proteção das tradições religiosas brasileiras enquanto ele e o presidente Lula estiverem no governo. A primeira-dama, Janja, também publicou uma mensagem em apoio a Nossa Senhora Aparecida nas redes sociais. A senadora Simone Tebet compartilhou uma foto rezando na Basílica de Aparecida, pedindo proteção para o Brasil.
A polêmica chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro André Mendonça ordenou a remoção de publicações que associavam a família de Flávio Bolsonaro a um suposto ataque contra Nossa Senhora Aparecida. A decisão judicial inclui multas para quem não cumprir as ordens e se aplica a diversas plataformas digitais.
Este episódio acontece em um momento em que a fé e a religião têm ganhado destaque na campanha presidencial. A aproximação dos candidatos com diferentes grupos religiosos tem sido frequente, com eventos e símbolos religiosos sendo usados para dialogar com eleitores. O próprio presidente Lula e o candidato Flávio Bolsonaro têm participado de cerimônias religiosas para reforçar essa conexão.
Embora a religião esteja presente na campanha, o presidente Lula tem deixado claro que igrejas não devem servir como palanques políticos, respeitando o espaço da fé.

