20.5 C
Brasília
sábado, 29/11/2025

PM que praticava tortura foi candidato e usava santinho de Bolsonaro

Brasília
céu limpo
20.5 ° C
22 °
20.5 °
88 %
1kmh
0 %
sáb
31 °
dom
31 °
seg
30 °
ter
28 °
qua
29 °

Em Brasília

O sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO), Hebert Póvoa, foi preso na sexta-feira (28/11) sob suspeita de integrar uma quadrilha envolvida em agiotagem, extorsão e violência contra pessoas endividadas. Ele concorreu a vereador pelo Partido Liberal (PL) em 2024, na cidade de Luziânia, região do Entorno do Distrito Federal.

Durante a campanha, ele utilizou intensamente a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentando-se como um candidato de valores conservadores, anticorrupção e moralista.

Detalhes da prisão

A captura de Hebert Póvoa ocorreu em uma operação realizada pela 5ª Delegacia Regional de Luziânia, que prendeu seis pessoas envolvidas no esquema ilícito. Além do ex-candidato, foram detidos dois outros policiais militares, dois civis e a advogada Tatiane Meireles, esposa do líder do grupo criminoso.

Funcionamento da quadrilha

A denúncia que resultou nas prisões partiu da própria Polícia Militar do Estado de Goiás, que denunciou as atividades criminosas às autoridades. As investigações indicam que o grupo agia de forma organizada, utilizando violência física para cobrar dívidas.

Imagens e vídeos obtidos mostram vítimas ajoelhadas, chorando e sofrendo agressões com chutes, socos e golpes de tacos de baseball. Essas práticas brutais visavam intimidar devedores para que cumprissem seus pagamentos.

A advogada Tatiane Meireles não apenas fornecia apoio jurídico para proteger a quadrilha, mas também participava das sessões de agressão, utilizando um cassetete contra as vítimas.

Atividades criminosas e apreensões

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha estava envolvida em crimes como agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. Durante os mandados de busca e apreensão, foram recolhidas várias armas de fogo e cerca de R$ 10 mil em dinheiro.

Campanha eleitoral e comportamento

Durante as eleições de 2024, o sargento Póvoa participou de campanha com trio elétrico, fazendo ataques diretos ao prefeito da cidade e seus familiares, tanto pessoalmente quanto pelas redes sociais, comportamento que culminou em condenação judicial.

Apesar da imagem pública de alguém comprometido com a ética e o combate à corrupção, ele agora é apontado como parte de um grupo violento que pratica cobranças ilegais.

Aspectos psicológicos e atuais investigações

As investigações também revelaram que o sargento esteve afastado da corporação por um longo período, devido a problemas psicológicos. Retornou recentemente, mas sem atuar diretamente em serviços operacionais de rua.

A apuração do caso continua, e os envolvidos devem responder por extorsão, tortura com sequestro, agiotagem e lavagem de dinheiro.

Veja Também