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sexta-feira, 27/03/2026

PM inicia processo contra tenente-coronel preso por feminicídio

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A Corregedoria da Polícia Militar está investigando o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que está preso no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, sob suspeita de feminicídio e fraude processual.

Ele é réu na Justiça Militar e na Justiça Comum. O tenente-coronel é o principal suspeito de assassinar sua esposa, a policial Gisele Alves Santana, no apartamento onde moravam no bairro do Brás, centro de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.

Geraldo Neto nega a acusação, afirmando que sua esposa cometeu suicídio com um tiro na cabeça. A defesa dele não retornou os contatos da reportagem.

A informação do processo contra ele foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e pelo secretário executivo da pasta, Coronel Henguel Ricardo Pereira.

Se for expulso da Polícia Militar, Geraldo Neto perderá o salário bruto de cerca de R$ 29 mil que recebe como tenente-coronel.

Detalhes do caso

Gisele morreu com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento que dividia com o marido. Apenas o casal estava no local.

Geraldo Neto afirmou à polícia que a esposa se suicidou após ele expressar o desejo de se separar.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois foi reclassificado como morte suspeita, pois a família relatou que Gisele sofria violência psicológica e controle excessivo por parte do marido.

A perícia concluiu que Gisele foi vítima de feminicídio, apontando várias evidências: marcas de unha no pescoço e rosto da vítima, manchas de sangue no banheiro, roupas e toalha do tenente-coronel, a posição da arma e do corpo indicavam manipulação da cena do crime.

A investigação também revelou uma relação conturbada do casal, marcada por brigas, controle e ciúmes. Mensagens trocadas entre eles mostraram que o desejo de separação era da esposa, e que o marido resistia ao fim do casamento.

A Corregedoria abriu investigação, e as Justiças Militar e Comum decretaram a prisão de Geraldo Neto, que está detido desde 18 de março, aguardando julgamento.

Estadão Conteúdo.

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