A Câmara dos Deputados decidiu que o projeto que trata da prioridade na análise de processos relacionados a crimes de trabalho escravo será debatido no Plenário. A decisão ocorreu após aprovação de recurso com 291 votos a favor e 173 contra.
De autoria do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), o projeto já havia sido aprovado em comissões e, normalmente, seguiria para o Senado. Contudo, com a nova votação, será necessário um novo exame no Plenário em sessão subsequente.
Deputado Afonso Hamm (PP-RS) defendeu a importância da votação no Plenário, destacando que a legislação atual apresenta penalidades consideradas injustas.
Por outro lado, a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) se posicionou contra o recurso, argumentando que o texto deveria seguir direto para o Senado, mencionando a localização dos trabalhadores em situação de alta vulnerabilidade, principalmente em grandes fazendas.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou os apoiadores do recurso, dizendo não aceitar uma iniciativa contrária aos direitos humanos.
Segundo o autor do projeto, Túlio Gadêlha, cerca de 9 mil trabalhadores esperam por decisões judiciais a respeito de trabalho análogo à escravidão, com atrasos médios de cerca de três anos. Ele ressaltou a importância de que os imigrantes possam ter acesso rápido à justiça e à reparação necessária.