Paulo Gonet, procurador-geral da República, entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer conclusivo na ação penal nº 2.668, que apura uma suposta conspiração golpista. O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados respondem a essa investigação.
O documento, que chegou próximo da meia-noite, possui 517 páginas. Nele, Gonet sugere a condenação de Bolsonaro pelos crimes de liderar uma organização criminosa, tentar destruir violentamente o Estado Democrático de Direito, realizar um golpe de Estado, causar dano qualificado pela violência e ameaçar gravemente o patrimônio da União, com significativo prejuízo à vítima e dano a patrimônio histórico protegido.
Ainda, além de Bolsonaro, o procurador pediu a condenação de outros seis membros do primeiro núcleo da trama: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Mauro Cid (tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens do ex-presidente), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) e Almir Garnier (ex-comandante da Marinha do Brasil).
Com a entrega das alegações finais por Gonet, inicia o prazo para a defesa de Mauro Cid, colaborador do processo. Depois do período de 15 dias dado a ele, abre-se a fase para as defesas dos outros acusados, incluindo a de Bolsonaro. Espera-se que o julgamento ocorra entre agosto e setembro, com todas as manifestações concluídas até 11 de agosto, já que os prazos não serão interrompidos pelo recesso do Judiciário em julho.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, lidera esta relatoria.