Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, declarou que a votação da proposta de emenda constitucional relacionada às prerrogativas parlamentares, conhecida como PEC das Prerrogativas, deixou de ser uma prioridade para o partido. Segundo ele, caso algum partido deseje avançar com a votação, o PL atuará como coadjuvante, não mais como protagonista.
Ele ressaltou que fortalecer as prerrogativas parlamentares é fortalecer o Parlamento e a democracia como um todo. No entanto, mencionou que não pretende se esforçar para beneficiar todos os parlamentares, especialmente aqueles que veem a ampliação dessas prerrogativas como algo prejudicial. “Não vou me sacrificar em prol daqueles que não desejam esse fortalecimento”, afirmou o líder em entrevista coletiva.
Por sua vez, o líder do PT, Lindbergh Farias, considerou a retirada do apoio à proposta uma conquista significativa para a sociedade brasileira. Segundo ele, o sinal é claro: a população rejeita a alienação e a desconexão com questões reais. As pessoas querem discutir temas concretos, como a proteção de crianças e adolescentes contra a antecipação da vida adulta, a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil e a taxação sobre os mais ricos.
