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sábado, 14/02/2026

Piloto acusado de exploração sexual dizia que gostava de crianças, declara delegada

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Em Brasília

BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS

O piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, apontado como chefe de um grupo que explorava sexualmente crianças e adolescentes, foi preso na segunda-feira (9) em uma ação policial que investiga crimes de abuso sexual. Ele atraía mães e avós das vítimas e pedia fotos e vídeos das crianças.

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, o piloto afirmava com clareza que tinha preferência por crianças. Em troca, oferecia pequenas quantias em dinheiro, ajudava a pagar remédios, aluguel e até contas como a da televisão.

A polícia já identificou dez vítimas e investiga se os crimes ocorreram por pelo menos oito anos. A defesa do piloto ainda não se pronunciou.

Além disso, o suspeito fazia, guardava e compartilhava material pornográfico infantil, ameaçando as vítimas para manter o esquema ativo.

Um caso envolveu a avó de duas adolescentes, que foi presa por vender as próprias netas para exploração sexual. Uma das vítimas tem atualmente 18 anos, mas começou a ser abusada aos 13; a outra tem 14 anos, com abusos iniciados aos 11.

Também há vítimas que não são da mesma família. Uma garota de 14 anos disse que os abusos começaram aos 11; outra vítima tem 16 anos. A polícia confirmou casos com vítimas de 14, 16 e 17 anos.

Imagens encontradas no celular do piloto mostram várias meninas, inclusive crianças muito pequenas, algumas ainda sem identificação, que continuarão sendo analisadas na investigação.

De acordo com a delegada, Lopes buscava vítimas em áreas periféricas, usando dinheiro para comprar relações sexuais, fotos e vídeos. Em muitos casos, fazia uma jovem trazer amigas para criar uma rede de confiança.

A investigação começou em outubro, após uma vítima procurar a polícia para relatar os fatos.

O piloto foi preso no aeroporto de Congonhas ao se preparar para voar para o Rio de Janeiro.

A Latam abriu uma apuração interna e está colaborando com as autoridades, repudiando qualquer crime e ressaltando seu compromisso com padrões elevados de segurança e conduta.

A prisão faz parte da operação Apertem os Cintos da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, que investiga uma rede de abusos que vinha atuando há cerca de oito anos.

Além das prisões, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra outros investigados.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo, as investigações abrangem crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documentos falsos, produção e compartilhamento de pornografia infantil, perseguição, aliciamento e coação, evidenciando graves violações da dignidade das vítimas.

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