20.6 C
Brasília
terça-feira, 10/02/2026

Piloto acusado de abuso sexual de crianças mantém prisão

Brasília
nuvens quebradas
20.6 ° C
20.6 °
20.6 °
80 %
2.3kmh
84 %
qua
22 °
qui
23 °
sex
26 °
sáb
25 °
dom
19 °

Em Brasília

Bárbara Sá
Folhapress

O piloto Sérgio Antonio Lopes, 60 anos, teve sua prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (10). Ele foi detido temporariamente na segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por suspeita de fazer parte de uma rede criminosa dedicada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante a audiência, Lopes esteve acompanhado por um advogado. Conforme a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, não foram encontradas falhas no processo de prisão e ele permanece detido. O caso segue sob segredo de Justiça e poucas informações foram divulgadas.

A reportagem tentou contato com a defesa do piloto, mas não obteve resposta.

Além do piloto, foram ouvidas na audiência e mantidas as prisões de uma avó, suspeita de obrigar suas netas a se encontrarem com Lopes, e da mãe de outra adolescente. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz a investigação, aponta que Lopes é suspeito de liderar uma rede de abuso, aliciamento e exploração sexual, assim como de comercializar material pornográfico infantil.

Um carro Mercedes-Benz pertencente a Lopes foi apreendido pela polícia. Segundo as autoridades, o veículo era utilizado para levar as vítimas a motéis.

Detalhes da Prisão

O piloto da Latam foi preso enquanto se preparava para comandar o voo LA3900 com destino ao Rio de Janeiro.

A Latam declarou que iniciou uma investigação interna e está colaborando com as autoridades. A empresa reforça seu repúdio a qualquer crime e afirma manter altos padrões de segurança e ética.

Na operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão envolvendo quatro suspeitos em São Paulo e em Guararema, região metropolitana onde Lopes reside. Foram identificadas dez vítimas até o momento, e investiga-se se os crimes ocorreram durante pelo menos oito anos.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado, o caso envolve crimes como estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e exploração sexual infantil, uso de documentos falsos, produção e compartilhamento de pornografia infantil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação durante o processo, configurando uma grave violação dos direitos das vítimas.

Veja Também