Um terreiro de Candomblé localizado em Salvador, Bahia, sofreu pichações no último sábado, dia 17. Segundo imagens divulgadas pelo templo Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, as palavras “Assassinos” e “Jesus” foram pintadas nas paredes da entrada.
O ocorrido aconteceu próximo ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que é comemorado na quarta-feira, dia 21.
A Polícia Civil está investigando o caso como crime de dano e intolerância religiosa. A Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) está à frente das investigações, mas ainda não identificou os responsáveis pelas pichações.
Em nota, os representantes do templo, em parceria com a Frente Nacional Makota Valdina, classificaram o ato como racismo religioso e intolerância dentro de um espaço sagrado. Eles pedem que os culpados sejam responsabilizados e punidos conforme a lei.
“Esse ato não é só uma ofensa à nossa comunidade religiosa, mas também um ataque contra a liberdade de crença, o direito constitucional ao culto e a dignidade das religiões de matriz africana.
É um crime motivado por ódio religioso que reforça preconceitos, incentiva a violência simbólica e mantém o racismo estrutural presente na história dos nossos povos”, destacou a nota.
