O Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou em sua ata que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma desaceleração no ritmo de crescimento no final de 2025. Essa queda foi mais perceptível em setores que são mais sensíveis às mudanças econômicas, mostrando claramente os efeitos do aumento da taxa de juros na economia.
Na última quarta-feira, 18, o Copom reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75%, marcando a primeira queda em quase dois anos. A decisão foi possível porque os sinais econômicos indicavam que a política monetária restritiva já estava dando resultados.
O comitê explicou que a economia brasileira está crescendo de forma mais lenta, conforme previsto, e que essa desaceleração é necessária para ajustar a oferta e demanda e ajudar a controlar a inflação.
O Copom destacou também que essa moderação no crescimento não é igual em todos os setores, sendo mais forte em áreas que sentem mais o impacto das taxas de juros altas. Para 2026, as previsões indicam que a atividade econômica deve acelerar, resultando em um crescimento positivo do PIB no ano.
A direção do Banco Central está monitorando de perto o mercado de trabalho, que possui níveis baixos de desemprego e aumentos salariais superiores ao crescimento da produtividade.
O comitê enfatizou a importância de analisar cuidadosamente as condições do mercado de trabalho para entender como a ocupação afeta os salários e, consequentemente, os preços na economia.
Conteúdo Estadão.

