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Brasil

PF realiza operação contra contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro em sete estados

policia federal

A Polícia Federal, junto com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal, iniciou nesta terça-feira, 9, as operações Sicarius I e II. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa internacional envolvida em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas de veículos, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos em sete estados do Brasil.

As ações judiciais acontecem em várias cidades, incluindo Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Cascavel, Ubiratã, Londrina, Maringá, Cianorte, Umuarama (todas no Paraná), Praia Grande (São Paulo), Canelinha e Imaruí (Santa Catarina), Não-Me-Toque (Rio Grande do Sul), Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo, Eldorado (Mato Grosso do Sul), Jandaia (Goiás) e Belém (Pará).

A Justiça Federal de Guaíra, no Paraná, expediu 44 mandados de prisão preventiva, 14 temporários, 62 de busca e apreensão, 45 para bloqueio de contas bancárias, além de mandados para cancelar CPFs, CNPJs e instaurar procedimentos fiscais contra empresas em 12 estados.

As empresas investigadas estão nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.

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A Polícia Federal informou que também foram autorizadas ações de cooperação jurídica internacional para aprofundar as investigações e identificar bens, pessoas e estruturas criminosas possivelmente no exterior.

Segundo a PF, o grupo criminoso operava em vários estados por meio de empresas fictícias, pessoas interpostas e mecanismos para esconder a origem ilegal do dinheiro obtido com as atividades ilícitas.

Movimentação financeira acima de R$ 375 milhões

A Receita Federal destacou que os envolvidos tentaram esconder valores ilícitos obtidos com a organização criminosa.

Foi identificado um doleiro que movimentou mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024, usando contas em nome de pessoas e empresas de fachada.

Segundo a Receita Federal, este doleiro foi central na lavagem de dinheiro do grupo, tendo movimentado mais de R$ 114 milhões apenas em suas contas pessoais.

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