Márcia Magalhães
FOLHAPRESS
A Polícia Federal começou nesta quinta-feira (26) a segunda fase da Operação Narco Azimut para aprofundar as investigações de um esquema que teria lavado mais de R$ 260 milhões por meio de criptoativos e outras formas de movimentação financeira.
A ação está sendo realizada em São Paulo e Santa Catarina, focando um grupo suspeito de usar dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com moedas digitais tanto no Brasil quanto no exterior para movimentar dinheiro ilícito.
A Justiça Federal autorizou 26 mandados de busca e apreensão, prisões temporárias, bloqueios de bens até o valor de R$ 934 milhões e medidas que impedem os investigados de movimentar empresas ou transferir patrimônios.
Cerca de 50 agentes federais participaram da operação, que teve ordens expedidas pela 5ª Vara Federal em Santos (SP). As ações ocorreram em São Paulo, Ilhabela e Taboão da Serra (SP), além de Balneário Camboriú (SC).
Segundo a PF, os investigados usavam empresas e terceiros para dar aparência legal aos recursos, fazendo movimentações financeiras elevadas e operações com criptoativos para esconder a origem do dinheiro. Eles podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Esta fase é uma continuação das apurações anteriores, incluindo as operações Narco Bet e a primeira parte da Narco Azimut. Em janeiro, a PF já tinha identificado um grupo que movimentava aproximadamente R$ 39 milhões usando transporte de valores em espécie, operações bancárias e criptoativos, auxiliado por empresas e pessoas interpostas.
Agora, as investigações avançam para detalhar o tamanho do esquema, que cresceu bastante, e para identificar melhor os envolvidos e as estratégias usadas para esconder os bens.

