A Polícia Federal está investigando os ataques coordenados contra o Banco Central que ocorreram após a liquidação do Banco Master. Eles estão analisando os casos para decidir se abrirão um inquérito policial. A PF está reunindo informações para criar um relatório detalhado que ajudará na decisão.
Já existe outro inquérito em andamento que investiga possíveis crimes financeiros na venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB). Essa investigação é separada, mas pode revelar fatos que se relacionam com o outro caso.
Antes do ano novo, várias instituições e autoridades envolvidas na liquidação do Banco Master enfrentaram uma série de ataques nas redes sociais. Esses ataques aconteceram em um curto período e usaram contas populares para questionar a confiabilidade de órgãos como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
O principal alvo foi o ex-diretor do Banco Central, Renato Dias Gomes, que vetou a compra do Banco Master pelo BRB. Algumas pessoas influentes nas redes sociais relataram que receberam ofertas para publicar conteúdo crítico ao Banco Central e favorável ao Banco Master, mas recusaram essas propostas.
O vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel, e a influenciadora Juliana Moreira Leite disseram que foram contatados por uma empresa que queria que eles divulgassem mensagens de apoio ao Banco Master e críticas ao Banco Central, mas ambos recusaram a oferta.
Rony Gabriel comentou em vídeo que uma empresa ofereceu pagamento para ele publicar vídeos defendendo o Banco Master e atacando o Banco Central. A empresa estaria vinculada a um projeto relacionado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Outros influenciadores também publicaram vídeos questionando a rapidez e a decisão do Banco Central na liquidação, citando decisões do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre esses está o criador de conteúdo Firmino Cortada, que afirmou que suas opiniões são pessoais e independentes, sem qualquer relação comercial.
Outro influenciador que opinou foi Paulo Cardoso, que destacou que a intervenção do TCU indica problemas na decisão do Banco Central. Ele também negou ter recebido pagamento para fazer tais críticas.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) registrou um grande aumento nas publicações nas redes sociais sobre o tema, com um pico de milhares de postagens em um único dia.
Essas investigações e análises da Polícia Federal visam esclarecer se essas campanhas nas redes sociais constituem crimes que merecem abertura de inquérito.
Estadão Conteúdo.
