A Polícia Federal, junto com a Controladoria-Geral da União, iniciou na manhã desta quarta-feira (28) a Operação Litíase para apurar um esquema ilegal que envolve a escolha direcionada de contratos e o desvio de dinheiro público destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS). As irregularidades estão relacionadas à prestação de serviços de saúde em uma cidade do interior da Bahia.
As investigações mostram que o esquema começou durante a pandemia de Covid-19 e continuou até 2023. Um ponto importante é a locação de um imóvel sem uma definição clara de como os serviços seriam prestados à população. Além disso, o imóvel alugado coincide com a sede do instituto contratado, o que sugere direcionamento.
Licitações suspeitas e pagamentos sem comprovação
Os investigadores também encontraram indícios de fraudes em licitações e pagamentos feitos sem comprovar os serviços realizados. De acordo com a Polícia Federal, não há registros detalhados sobre os exames ou atendimentos feitos para a população.
As empresas suspeitas receberam mais de R$ 13 milhões, sendo cerca de R$ 7 milhões vindos de recursos federais para o SUS.
Mandados são cumpridos em Juazeiro
Na etapa atual da operação, seis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Juazeiro para coletar mais provas, fortalecer as evidências e identificar outros envolvidos no esquema.
A investigação continua e pode levar a novas ações judiciais conforme o processo avança.
