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quinta-feira, 12/03/2026




PF Detém Policiais Civis do Rio Suspeitos de Extorsão a Traficantes

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A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira, 10, a segunda etapa da Operação Anomalia, que visa desmantelar um grupo criminoso formado por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Este grupo é investigado por usar a estrutura do governo para extorquir membros do Comando Vermelho (CV), além de envolvimento em corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, cerca de 40 agentes federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal.

Dentre os presos hoje estão Franklin José de Oliveira Alves, Leandro Moutinho de Deus e o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves. Também é mencionado Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como traficante e que já estava preso.

A reportagem tentou contato com as defesas, mas até o momento não obteve retorno.

Além das prisões, foram adotadas medidas para enfraquecer financeiramente o grupo, incluindo o afastamento imediato dos policiais das funções públicas, suspensão das atividades empresariais das pessoas jurídicas usadas pelo grupo, e bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.

Esta ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, ocorrendo um dia após a primeira fase da mesma operação, que prendeu o delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Ambos são suspeitos de vender influência política ao crime organizado.

Carracena foi preso anteriormente junto com o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias (MDB). A PF afirma que ele recebeu mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Federal, a operação busca destruir o núcleo criminoso que negociava vantagens ilícitas e vendia influência para beneficiar um traficante internacional de drogas, cujo nome não foi divulgado.

O esquema envolvia o ex-secretário de Esportes, o delegado da PF e advogados que atuavam como intermediários para facilitar pagamentos em dinheiro ao agente federal em troca de informações e influência interna.

Estadão Conteúdo.




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