A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, anunciou uma previsão de ganho de 12,89% para 2025, superando a meta inicial de 9,12%. O melhor resultado veio dos investimentos em renda fixa, com um retorno de 11,81%, e renda variável, que teve uma alta de 31,04%. Para 2026, a Petros planeja aumentar os investimentos em renda fixa e flexibilizar a participação em renda variável, conforme as novas políticas aprovadas em 2025.
Todos os planos da Petros atingiram seus objetivos neste ano. O PP-2, o maior plano de contribuição variável do Brasil, alcançou um crescimento de 15,24%, acima da meta de 9,19%.
Políticas de investimento
As diretrizes para os próximos cinco anos, aprovadas em novembro, incluem ampliar a estratégia de imunização nos maiores planos de benefício definido, PPSP-R e PPSP-NR. Essa estratégia consiste em comprar títulos públicos com taxas superiores às metas atuariais, alinhando os vencimentos desses títulos às obrigações dos planos.
A Petros continuará a aplicar essa estratégia também no PP-2, reforçando investimentos em títulos públicos federais. Nos planos de contribuição definida e variável, a prioridade é proteger o patrimônio e diversificar os investimentos.
Para 2026, a Petros avalia que apesar do possível início do ciclo de redução dos juros, os títulos públicos na renda fixa, que correspondem a 83% dos investimentos, continuam atraentes. Nos planos PPSP-R e PPSP-NR, que têm a maioria dos participantes recebendo benefícios, a exposição à renda fixa deve aumentar, representando atualmente 88% das carteiras desses planos.
Na renda variável, que compõe 6,5% dos investimentos, haverá a retirada do limite mínimo de alocação, o que dará maior flexibilidade para proteger os investimentos em momentos de crise.
No setor imobiliário, que representa 3% do total, a estratégia será diminuir a vacância dos imóveis e aproveitar ocasiões para vender ativos que não correspondem ao perfil da Petros. Para planos mais jovens ou em fase de acumulação, continuará a alocação em fundos imobiliários negociados em bolsa para melhorar a diversificação.
Quanto aos investimentos estruturados, que têm 4% na carteira consolidada, não haverá novas aplicações em Fundos de Investimentos em Participações (FIP), Certificados de Operações Estruturadas (COE), Private Equity e Venture Capital. A prioridade será otimizar a gestão dos ativos existentes e buscar oportunidades de venda, reduzindo investimentos em ativos menos líquidos e melhorando a liquidez das carteiras.
Os fundos multimercados continuarão presentes nos planos dos participantes mais jovens, por oferecerem flexibilidade, diversificação e potencial de retorno maior em diferentes cenários econômicos.
Nos investimentos internacionais, que funcionam como proteção das carteiras, a Petros manterá as alocações globais, que correspondem a 0,5% do total, podendo aumentar essa participação nos planos com maior exposição a riscos locais.
Gustavo Gazaneo, diretor de Investimentos da Petros, afirmou que o objetivo é ampliar a proteção dos ativos e buscar a melhor relação entre risco e retorno, garantindo resultados sólidos a longo prazo. O presidente Marcelo Farinha complementou que a prioridade não é apenas resultados imediatos, mas garantir segurança, equilíbrio, sustentabilidade dos planos e continuidade da entidade, sempre focando no participante.
Estadão Conteúdo
