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Economia

Petróleo cai mais de 2% devido a ataques e negociações no Oriente Médio

Os preços do petróleo caíram mais de 2% nesta segunda-feira, depois de terem alcançado US$ 117 por barril na última sexta-feira, em meio à atenção contínua dos operadores para o conflito no Oriente Médio.

O barril Brent, referência mundial, registrou queda de 2,19%, chegando a US$ 109,25 por volta da meia-noite no horário de Brasília. No decorrer do dia, o preço subiu ligeiramente, mas fechou em baixa de 0,37%, cotado a US$ 110,23.

O petróleo tipo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos Estados Unidos, caiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 101,25.

Após um período de alta intensa na sexta-feira, quando os preços atingiram os níveis mais altos em cinco meses devido ao receio de ataques dos EUA contra o Irã, os preços mostraram maior estabilidade. Essa preocupação estava relacionada às eleições legislativas americanas de meio de mandato, realizadas em 3 de novembro.

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Nas últimas semanas, os preços aumentaram diante da perspectiva de uma interrupção prolongada no fornecimento e da diminuição dos estoques globais de petróleo.

No domingo, Donald Trump indicou a possibilidade de novos ataques ao Irã ou de um acordo com Teerã, ressaltando que esta é a principal questão em discussão. Autoridades do governo americano também alertaram sobre preparativos iranianos para novas ofensivas.

Além disso, autoridades do Catar visitaram Teerã recentemente, e nesta segunda, representantes do Irã, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia se reuniram em Teerã para discutir segurança regional. Segundo Ali Bagheri Kani, secretário adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, esses encontros buscam promover uma região com estabilidade, tranquilidade e progresso.

Essas conversas ocorrem após o Irã intensificar ataques contra navios-tanque no Estreito de Hormuz, importante passagem para cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

Em meio ao aumento das tensões, os Estados Unidos retiraram parte do seu corpo diplomático da Arábia Saudita na semana passada, motivados pelo aumento dos ataques realizados por rebeldes houthis do Iêmen contra o reino saudita.

Segundo analistas do Barclays, a intensificação dos ataques houthis contra a Arábia Saudita, os frequentes ataques a navios-tanque e a incerteza em relação às decisões americanas após as eleições geram um prêmio geopolítico significativo nos preços do petróleo.

Os contratos futuros indicam que os preços elevados devem continuar por mais tempo que o previsto anteriormente, com o Brent para entrega em abril de 2027 sendo negociado a cerca de US$ 100 por barril.

Novos ataques entre Houthis e Arábia Saudita

Na segunda-feira, os houthis afirmaram ter atacado estações de bombeamento do oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita e o aeroporto de Riad. A escalada dos enfrentamentos ameaça trazer um conflito maior para a região.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen declarou ter destruído dois lançadores de mísseis balísticos em Sanaa, incluindo um que teria sido usado para lançar um míssil contra Riad, que foi interceptado. A Arábia Saudita ainda não confirmou os ataques dos houthis.

Em setembro, por precaução após ataques de drones, a Arábia Saudita fechou temporariamente o oleoduto Leste-Oeste, que tem extensão de 1.200 km e serve como alternativa para exportar petróleo do Oriente Médio enquanto o Estreito de Hormuz permanece bloqueado.

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