A Petrobras informou que vai restituir aos clientes o dinheiro que foi pago a mais no leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) realizado em 31 de março. Os preços desse leilão chegaram a ser até o dobro do valor divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para aquele período.
Em um comunicado divulgado na quarta-feira (8), a empresa disse que vai corrigir essa diferença de preço. Essa decisão levou em conta análises econômicas e o cenário especial causado pelo conflito no Oriente Médio, além de feedbacks da ANP e da Secretaria Nacional do Consumidor.
A Petrobras garantiu que entregará todo o volume contratado no leilão e está avaliando a participação no programa de ajuda do governo ao GLP importado, criado pela Medida Provisória nº 1.349. Se participar, também devolverá aos clientes os valores correspondentes a essa ajuda.
O leilão ocorreu em um momento de alta nos preços do petróleo no mercado mundial, causada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que afetou toda a cadeia produtiva. O GLP é usado tanto como gás de cozinha quanto como combustível para indústrias.
Em 2 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que cancelaria o processo, pois ele teria sido feito contra a vontade da liderança da Petrobras. Nesse mesmo dia, a ANP fiscalizou as refinarias da empresa para investigar suspeitas de preços abusivos no leilão. Quatro dias depois, a Petrobras afastou do cargo o diretor executivo responsável pela área que realizou o leilão, Claudio Romeo Schlosser.
Enquanto isso, o governo está pensando em medidas para aliviar o impacto da alta do petróleo e seus derivados, como a redução de impostos e a concessão de subsídios para o diesel e o gás de cozinha.

