A Petrobras anunciou nesta terça-feira (6) que precisou parar a perfuração de petróleo em uma região marítima próxima à Amazônia devido a um vazamento de fluido de perfuração.
A empresa começou a perfuração em outubro após receber uma licença ambiental, após anos de disputa para explorar a área submarina chamada Margem Equatorial, localizada a aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.
No dia 4 de janeiro, a Petrobras identificou um vazamento em duas linhas auxiliares que conectam a sonda a um poço situado cerca de 175 quilômetros da costa.
O fluido de perfuração é um líquido especial usado para resfriar e lubrificar o equipamento durante a escavação; as linhas auxiliares levam esse fluido da plataforma até o fundo do mar.
A perda de fluido foi rapidamente controlada e isolada, e as linhas serão retiradas para inspeção e conserto. A Petrobras informou que o incidente não oferece riscos à segurança da operação.
Além disso, o fluido perdido é biodegradável e está dentro dos limites de toxicidade permitidos, não representando perigo para o meio ambiente ou para as pessoas.
A licença ambiental concedida em outubro provocou críticas de grupos ambientais, que veem o projeto como uma ameaça à biodiversidade da região, próxima à maior floresta tropical do mundo.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia o projeto, argumentando que a exploração de petróleo ainda é necessária para financiar a transição para fontes de energia mais limpas.
O Brasil é o maior produtor de petróleo na América Latina, com uma produção de 3,4 milhões de barris diários em 2024, embora metade do consumo interno de energia seja proveniente de fontes renováveis.
Lula apresentou, na conferência climática COP30 da ONU em Belém do Pará, um plano para a descarbonização global, que alguns ambientalistas consideram contraditório devido à continuidade da exploração petrolífera.
A perfuração exploratória para avaliar o potencial do campo deverá durar cerca de cinco meses.
