JOÃO GABRIEL
FOLHAPRESS
A Petrobras parou temporariamente a perfuração no bloco 59 da bacia Foz do Amazonas após um vazamento de um fluido secundário no último domingo (4). O incidente não envolveu vazamento de petróleo.
De acordo com pessoas próximas à operação, cerca de 15 metros cúbicos do fluido foram derramados no mar. A empresa já informou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre o ocorrido.
O Ibama havia autorizado a perfuração na região em outubro do ano passado, após longos debates sobre a licença para explorar na bacia que faz parte da margem equatorial do Brasil.
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas gerou opiniões divergentes no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambientalistas e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticaram o projeto, enquanto outras áreas do governo, parlamentares aliados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o próprio presidente Lula apoiaram a iniciativa.
Após mais de dez anos de avaliações, a licença para perfuração foi concedida pouco antes da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA).
