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terça-feira, 17/03/2026




Petrobras recupera totalidade da produção em duas áreas na Bacia de Campos

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Em Brasília

A Petrobras vai comprar de volta 50% das áreas de petróleo chamadas Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III, que ficam na Bacia de Campos, no litoral do Sudeste do Brasil. Com essa compra, a estatal passa a ser dona 100% dessas áreas, que tinham sido vendidas em 2019, no governo de Jair Bolsonaro.

O valor da compra é de US$ 450 milhões, que correspondem a R$ 2,3 bilhões. Quem está vendendo é a Petronas, uma empresa estatal da Malásia. A Petrobras anunciou essa compra na noite de segunda-feira (16).

O pagamento será dividido em parcelas: US$ 50 milhões na assinatura do contrato (ainda sem data definida); US$ 350 milhões no fechamento da venda, sujeito a ajustes pela data; e mais duas parcelas de US$ 25 milhões, pagas com 12 e 24 meses após o fechamento.

Direito de preferência

Na compra, a Petrobras usou o direito de preferência. Isso significa que, como sócia do negócio, pôde igualar uma oferta feita por outra empresa, chamada Brava Energia, que é uma das maiores empresas independentes de óleo e gás no país. A Brava surgiu em 2024 após a união da 3R Petroleum com a Enauta.

Assim, a Petrobras teve prioridade na compra em relação ao negócio que a Brava Energia tinha anunciado em 15 de janeiro de 2026.

As áreas do petróleo

Os campos chamados Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III estão na parte sul da Bacia de Campos, em águas que variam de 700 a 1.620 metros de profundidade.

Esses dois campos já são operados pela Petrobras através do navio-plataforma Cidade de Campos dos Goytacazes, com uma produção atual de cerca de 55 mil barris de óleo por dia.

Condições vantajosas

A Petrobras afirma que a compra tem boas condições econômico-financeiras e dá mais flexibilidade para gerir seus negócios.

A empresa destaca que essa compra está alinhada com seu plano de negócios e fortalece sua estratégia de focar em óleo e gás, com cuidado no uso de recursos, preocupação com o meio ambiente e priorizando ativos que gerem mais valor para os acionistas.

A conclusão do negócio depende de algumas condições, incluindo aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor no Brasil.

Retomada da participação

O interesse da Petrobras em voltar a ter 100% nesses campos é diferente do que fez durante o governo Bolsonaro. Em 2019, ao vender 50% para a Petronas, a empresa recebeu US$ 1.293,5 milhões por essas áreas.

Naquele momento, Tartaruga Verde produzia cerca de 103 mil barris por dia, e o módulo III de Espadarte deveria começar a produção em 2021.

A direção da época explicou a venda dizendo que era para melhorar o portfólio e a alocação de capital da empresa, buscando valor para os acionistas.

Impacto da guerra e preço do petróleo

A compra acontece em um momento em que o preço do petróleo está alto no mercado mundial, chegando a mais de US$ 100 por barril do tipo Brent. Esse preço subiu cerca de 70% no ano, principalmente por causa da guerra no Irã.

Após ataques de Israel e Estados Unidos, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, e por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Esse bloqueio dificulta a oferta de petróleo no mercado, elevando os preços.

Na última sexta-feira (13), a Petrobras anunciou um aumento no preço do diesel. A empresa afirmou que o impacto para o consumidor será menor graças a medidas do governo para reduzir impostos sobre o combustível.

Informações de Agência Brasil.




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