A Petrobras acredita que em até sete anos poderá começar a extrair petróleo em águas muito profundas na região chamada Margem Equatorial. A empresa anunciou recentemente a descoberta de petróleo em um poço exploratório na bacia da Foz do Rio Amazonas, perto da costa do Amapá.
Foi identificado o petróleo por meio de testes elétricos e análise das rochas. Para definir como será a produção, serão feitos mais estudos e continuam as perfurações para entender melhor o potencial da área.
A Petrobras é dona de toda a área do bloco onde houve a descoberta. A Margem Equatorial vai da fronteira com a Guiana Francesa até o litoral do Rio Grande do Norte. Confirmar a viabilidade econômica dessa extração é muito importante para o Brasil, pois ajuda a renovar as reservas de combustível e garante o fornecimento de energia durante a transição para fontes mais limpas.
Local da perfuração
O poço Morpho, no bloco FZA-M-59, onde foram encontrados os hidrocarbonetos, fica a 175 quilômetros do litoral do Amapá, em uma profundidade de 2.886 metros.
A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro do ano passado para continuar as pesquisas na Margem Equatorial, após fornecer as informações solicitadas pelo órgão ambiental.
A Margem Equatorial é uma área que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e abrange cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
Geologicamente, a região é parecida com áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde grandes reservas de petróleo e gás foram descobertas recentemente.
Estudos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o potencial total de petróleo e gás na Margem Equatorial pode chegar a 30 bilhões de barris de óleo equivalente, o que torna essa área uma das mais promissoras para exploração no mundo.

