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sábado, 29/11/2025

Petrobras deve manter foco na redução da dívida antes de pagar dividendos extras

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Em Brasília

Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, esclareceu que a empresa planeja manter a dívida em US$ 65 bilhões conforme o Plano de Negócios 2026/2030, mesmo com a queda no preço do petróleo Brent no mercado internacional.

A previsão é que a dívida alcance US$ 70 bilhões este ano e reduza para US$ 65 bilhões em 2026. Com o barril do Brent cotado a cerca de US$ 63, a Petrobras poderá abater parte da dívida no próximo ano. Caso o preço fique entre US$ 59 e US$ 60, a dívida líquida da empresa deve permanecer estável, sem crescimento.

A empresa está focada em aumentar a eficiência e otimizar custos para garantir que a dívida chegue a US$ 67 bilhões em 2025 e a US$ 65 bilhões a partir de 2026, conforme o plano estabelecido.

Dividendos extras

Sobre a distribuição de dividendos extraordinários, Fernando Melgarejo explicou que é necessário um fluxo de caixa operacional forte e estável. Por isso, é improvável que a Petrobras pague dividendos extras no curto prazo.

Do investimento total previsto de US$ 109 bilhões no plano de negócios para 2026-2030, US$ 91 bilhões serão destinados a projetos já em andamento e US$ 18 bilhões a projetos em avaliação contínua, que serão revistos trimestralmente para verificar sua viabilidade financeira.

Produção em alta

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que a produção deve crescer nos próximos anos, alcançando 2,7 milhões de barris de petróleo por dia em 2028 e 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia entre 2028 e 2029.

Esse aumento será resultado da ativação de novos poços que substituirão outros com menor produtividade, e da implantação de oito novos sistemas de produção até 2030, sete deles já contratados, principalmente na região do pré-sal da Bacia de Santos, considerada um ativo importante para a companhia.

Com informações da Agência Brasil

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