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quarta-feira, 11/02/2026

Pesquisador Paulista de Abelhas Morto a Tiros em Restaurante em Manaus

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A polícia do Amazonas está investigando a morte de Davi Said Aidar, um pesquisador e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que foi assassinado a tiros em seu restaurante em Manaus, na noite de sexta-feira, 8. Ele tinha 62 anos e dedicava sua vida ao estudo das abelhas, com várias publicações científicas sobre o tema.

De acordo com a polícia militar, homens encapuzados chegaram ao restaurante, localizado em uma área isolada, e dispararam contra Davi Aidar. A vítima foi levada para atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia civil, que está conduzindo as investigações, recolheu uma pistola e munições encontradas no carro do professor para análise e trabalha para descobrir o motivo do crime.

Carreira Acadêmica Importante

Davi Aidar era professor de Ciências Agrárias na Ufam e possuía uma formação acadêmica destacada. Ele se formou em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá, fez mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa, doutorado em Entomologia e pós-doutorado em Genética Molecular pela Universidade de São Paulo. A Ufam reconheceu sua contribuição científica, especialmente em genética de abelhas, meliponicultura e apicultura, e lamentou sua morte.

O corpo de Davi foi enterrado em Ribeirão Preto, São Paulo, onde morava sua família.

Vida Dedicada às Abelhas Nativas

O jornalista Marcos Aidar, irmão de Davi Aidar, compartilhou nas redes sociais que o professor era o caçula dos seis filhos de uma família unida. Davi viveu em Manaus por mais de 20 anos, onde lecionava e pesquisava abelhas sem ferrão. Ele escreveu o livro “A Mandaçaia”, que se tornou referência para apicultores em todo o país.

Davi Aidar gostava de natureza e cuidava de vários animais e plantas em sua propriedade rural perto de Manaus, onde também funcionava seu bar e restaurante, o Abelha’s. Na sexta-feira fatídica, ele foi morto em frente ao local por um grupo de homens encapuzados que fizeram vários disparos.

A família ainda não sabe o motivo do ataque e espera que a polícia esclareça o crime logo. Eles agradecem o apoio que têm recebido de Manaus, Ribeirão Preto e de outras regiões.

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