O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em conjunto com a Secretaria da Família (Sefami-DF), divulgou um estudo chamado “Apostadores no Distrito Federal: Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. O objetivo é entender como os jogos de azar afetam a população adulta da capital federal.
O levantamento identifica os tipos de jogos mais comuns, as razões que levam as pessoas a apostar e as consequências sociais, financeiras e emocionais dessa prática. Entre os problemas apontados estão as dívidas e o impacto negativo nas famílias, especialmente pelos jogos online, que passaram de entretenimento a fonte de conflitos e problemas de saúde mental.
Os dados foram coletados por meio de questionários anônimos aplicados em áreas movimentadas de todas as regiões administrativas do Distrito Federal. A análise considera fatores como gênero e renda, além da visão de quem não participa desse tipo de aposta.
O secretário da Família, Rodrigo Delmasso, destacou que os jogos de azar, principalmente no ambiente digital, deixaram de ser apenas um passatempo e agora afetam diretamente as famílias. Ele ressaltou que o estudo é importante para entender quem são os apostadores no DF e para ajudar a criar políticas públicas focadas em prevenção, como educação financeira e suporte à saúde mental.
O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, reforçou a relevância da pesquisa: “Este estudo é essencial para entender um fenômeno que cresce e impacta as famílias, principalmente em relação ao endividamento e à vulnerabilidade social.” Ele afirmou que o IPEDF busca gerar dados que auxiliem a elaborar políticas públicas preventivas e baseadas em evidências.
No Brasil, a maior parte dos apostadores em plataformas digitais tem entre 16 e 34 anos, mas há também muitos aposentados que participam. A pesquisa realizada no Distrito Federal responde ao aumento das dívidas ligadas aos jogos de azar, oferecendo um retrato claro da situação na capital.
