22.5 C
Brasília
quarta-feira, 28/01/2026

Perícia vai determinar como corretora foi morta em Goiás, diz advogado da família

Brasília
nuvens quebradas
22.5 ° C
24.5 °
22.5 °
78 %
2.6kmh
75 %
qui
27 °
sex
26 °
sáb
25 °
dom
20 °
seg
18 °

Em Brasília

O advogado da família da corretora Daiane Alves dos Santos, 43 anos, cujo corpo foi achado nesta quarta-feira (28) perto de Caldas Novas, afirmou que só a perícia pode dizer como ela foi morta.

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro e foi localizada em uma área de mata em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas, sul de Goiás. O principal suspeito do crime, o síndico Cléber Rosa de Oliveira, indicou onde o corpo estava e foi preso.

De acordo com o advogado Plínio César Cunha Mendonça, apenas os restos mortais foram encontrados. “Só a perícia vai dizer se ela foi ferida por faca ou atingida por arma de fogo”, explicou. Outra possibilidade considerada é morte por enforcamento.

Mendonça acompanhou a família no Instituto de Criminalística para a coleta de material genético. Também foram encontradas roupas da vítima no local. Exames dentários já foram solicitados.

“A família está muito abalada. Os irmãos estão desolados e a mãe, apesar de parecer forte, ainda não acredita no que aconteceu. Ela é uma pessoa forte, mas Daiane infelizmente perdeu a vida”, disse o advogado.

A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, afirmou que soube da prisão do síndico assim que ele foi detido. “A polícia nos avisou”, afirmou.

Mendonça confirmou que houve conflitos entre Daiane e o síndico durante 2025. Nesse período, ela ganhou uma ação na Justiça contra ele por abusos na administração do condomínio. O síndico e seu filho estão presos sob investigação do crime.

Segundo a investigação, o síndico chegou a convocar assembleia para impedir que Daiane tivesse acesso às áreas comuns do condomínio, decisão revertida pela Justiça. O advogado disse que o síndico foi condenado também por danos morais e materiais em outra demanda.

A polícia acredita que a morte ocorreu dentro do prédio onde Daiane morava, em um intervalo de oito minutos. O delegado João Paulo Ferreira Mendes, da divisão estadual de homicídios, explicou que, embora não haja imagens do subsolo, o contexto indica que o crime aconteceu no edifício e o corpo foi retirado de lá.

Daiane teria descido ao subsolo para verificar o quadro de energia, após notar que só seu apartamento estava sem luz. Ela desceu de elevador com o celular na mão, filmando a situação, o que pode ter provocado o desentendimento com o síndico.

“O suspeito contou informalmente que ela estava filmando com o celular na mão, eles discutiram e o crime aconteceu ali”, disse o delegado.

O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso preventivamente suspeito de atrapalhar as investigações. A polícia investiga se ele teve participação na ocultação do corpo.

“Notamos que o filho comprou um celular novo no dia 17, ativado pelo pai. Outros detalhes serão esclarecidos na investigação”, afirmou o delegado André Luiz Barbosa.

A polícia também investiga se o veículo do filho foi usado para transportar o corpo, pois câmeras mostram o carro indo para o local do crime com a capota fechada e voltando 48 minutos depois com ela aberta.

As autoridades ainda querem esclarecer se o crime foi planejado e qual a participação do filho do síndico no caso.

Veja Também