Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, classificou como absurda a decisão da juíza Elizabeth Louro que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança assassinada aos 4 anos no Rio de Janeiro. Em entrevista, Leniel disse que vai recorrer da decisão e seguirá lutando pela justiça.
“É um sentimento de injustiça muito grande, para mim e para minha família. Todo o país acompanhou essa decisão surpreendente da juíza no julgamento,” afirmou Leniel.
Henry Borel foi torturado até a morte em 8 de março de 2021, aos 4 anos. A investigação apontou que a criança sofreu ao menos seis agressões cometidas pelo então vereador Jairinho, marido de Monique Medeiros. Ela tinha conhecimento e até presenciou as agressões.
Decisão judicial e consequências
O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da decisão do Tribunal de Justiça do Rio que concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. A professora deixou a prisão recentemente. A juíza responsável justificou a decisão afirmando que Monique já sofreu castigos suficientes durante os cinco anos que o caso levou para ser julgado. Ela mencionou agressões que Monique sofreu na prisão e o intenso julgamento da sociedade.
Jairinho foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Ele também terá que pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais a Leniel Borel. O julgamento foi um dos mais longos da história recente do Rio, durando dez dias de sessões.
