A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou a Operação Nêmesis para prender um grupo suspeito de realizar fraudes eletrônicas. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) coordenou a ação que cumpriu oito mandados de prisão temporária e nove de busca em Brasília, Salvador e Itabuna, na Bahia. As fraudes causaram um prejuízo de R$ 3.016.778,07 entre janeiro e julho de 2025.
Segundo a PCDF, o grupo fez transações não autorizadas usando dados de cerca de 400 cartões de crédito de clientes de uma cooperativa financeira. Uma funcionária da cooperativa, que tinha acesso ao sistema de códigos de autenticação das compras, repassava essas informações a outros membros, que efetuavam as operações fraudulentas no Distrito Federal e na Bahia.
O dinheiro obtido era enviado a estabelecimentos comerciais por meio de contas intermediárias e dividido entre os suspeitos. Parte dos valores foi convertida em criptoativos. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens financeiros e o sequestro de veículos dos investigados, até o valor do prejuízo. Também foram suspensas as atividades das empresas envolvidas. Mais de 60 policiais civis participaram da operação, com apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia.
Os suspeitos podem ser indiciados por furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em até 21 anos de prisão. A investigação segue com a análise dos materiais apreendidos e busca por outros envolvidos. O nome Nêmesis refere-se à deusa da justiça retributiva da mitologia grega e foi escolhido em referência à suspeita de que uma pessoa com acesso privilegiado usou a confiança para repassar informações sigilosas ao grupo criminoso.

