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quinta-feira, 04/06/2026

PCDF faz operação contra grupo suspeito de golpes com venda falsa de motos

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou uma operação nesta quarta-feira (3) para desmantelar um grupo suspeito de aplicar golpes oferecendo motocicletas falsas na internet. A ação foi liderada pela 8ª Delegacia de Polícia do Estrutural, com apoio da Polícia Civil do Ceará, resultando em três mandados de busca e apreensão cumpridos em Fortaleza.

As investigações indicam que os suspeitos fazem parte de uma família envolvida em fraudes online que afetaram pessoas em várias regiões do Brasil. Eles anunciavam motos em sites de compra e venda e, após o primeiro contato, continuavam as negociações por aplicativos de mensagens.

Nas conversas, convenciam as vítimas a pagar antecipadamente, alegando custos com frete, transporte ou taxas para a entrega das motos. Depois de receber o dinheiro, os suspeitos desapareciam sem entregar o produto.

O caso começou a ser investigado após uma vítima no Distrito Federal registrar boletim de ocorrência relatando transferências via Pix para pagar o transporte de uma moto jamais recebida. A partir daí, os policiais identificaram uma estrutura criminosa ligada a outras fraudes semelhantes.

A PCDF revelou que os criminosos usavam e-mails que pareciam ser de empresas de transporte para parecerem mais confiáveis às vítimas. Também conseguiram rastrear as contas bancárias para onde o dinheiro era enviado.

Durante a investigação, foram achados casos parecidos no Distrito Federal e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Piauí e Maranhão. Em Minas Gerais, uma das vítimas perdeu cerca de R$ 50 mil.

As buscas aconteceram nos bairros Vila Monte Castelo e Carlito Pamplona, em Fortaleza. Os principais investigados são um casal e a mãe de um deles, sendo que apenas uma das suspeitas tem antecedentes por tráfico de drogas.

A polícia informou que os acusados podem ser enquadrados por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que juntas podem chegar a 23 anos de prisão, além de outras sanções que surgirem durante as investigações.

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