27.5 C
Brasília
quinta-feira, 19/03/2026




PCDF e PCSP prendem suspeitos de golpe do falso advogado em SP

Brasília
nuvens dispersas
27.5 ° C
28.9 °
27.5 °
54 %
3.6kmh
40 %
qui
28 °
sex
26 °
sáb
26 °
dom
26 °
seg
27 °

Em Brasília

Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), resultou na prisão de pessoas suspeitas de aplicarem o golpe conhecido como “falso advogado” em diversas regiões do Brasil. Denominada Operação Falso Advogado, a ação ocorreu na manhã de quinta-feira, 19 de março de 2026.

Foram autorizadas pela Justiça 45 medidas cautelares, incluindo 20 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, cumpridos na capital paulista e em Praia Grande (SP). Até agora, 14 pessoas foram presas e 24 locais foram alvo de buscas policiais.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), revela que o grupo invadia processos judiciais eletrônicos utilizando credenciais de advogados obtidas ilegalmente. Fingindo serem os representantes legais das vítimas, os criminosos exigiam pagamentos sob falsas promessas de liberação de valores ou conclusão de ações judiciais.

De acordo com a polícia, a aparência de legitimidade dos dados levava as vítimas a realizarem transferências, acreditando que estavam comunicando-se com seus próprios advogados. A análise dos rastros digitais e das movimentações financeiras permitiu mapear a estrutura do grupo, que funcionava de maneira organizada com funções específicas para cada membro.

O esquema contava com pessoas responsáveis por conseguir acesso ilegalmente aos dados, operadores que estabeleciam o primeiro contato com as vítimas por mensagens, interlocutores treinados em técnicas de persuasão para aprofundar o golpe, além de um setor financeiro para movimentar e disfarçar o dinheiro obtido ilegalmente. Foram identificados também fornecedores de linhas telefônicas e contas bancárias usadas na fraude.

As ações do grupo foram registradas em pelo menos 11 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima. A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias e o confisco de bens para interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.

Os envolvidos devem responder por estelionato qualificado via meio eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 26 anos de prisão.

Considerada a maior operação já feita no país para combater esse tipo de fraude, a ação mobilizou cerca de 70 policiais civis, incluindo equipes do Decor e da Divisão de Operações Especiais (DOE), destacando a cooperação entre estados para combater crimes virtuais que ultrapassam fronteiras físicas.




Veja Também